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| O último debate entre Lula e Flávio Bolsonaro, na Globo, ultrapassou a fronteira e virou notícia nos principais jornais da América do Sul e da Europa. |
E o recado da imprensa internacional foi quase o mesmo.
O que chamou atenção lá fora não foi quem ganhou, foi como o debate foi feito.
O espanhol El País, o argentino La Nación e o português Observador concordaram em um ponto: o debate da Globo foi mais construtivo e organizado que o da Band, no domingo passado.
Mais tempo para proposta, menos gritaria.
Três pontos repercutiram mais:
1. Economia com nome e sobrenome: La Nación, Clarín e a TV A24, da Argentina, focaram na troca sobre salário que não chega ao fim do mês, endividamento e inflação dos alimentos.
2. A ligação feita por Lula entre as propostas de Flávio e o modelo de austeridade de Javier Milei também ganhou destaque em Buenos Aires.2. Segurança no centro:
A proposta de Flávio de reduzir a maioridade penal para 14 anos, aumentar penas e classificar o PCC como organização terrorista foi o ponto mais citado pelo Observador, de Portugal. Já o El País da Espanha destacou o momento mais tenso, quando Lula cobrou Flávio sobre a defesa de um policial no caso da menina Ana Clara, em Niterói.
3. O tom dos candidatos: Para o El País, Lula apareceu mais tranquilo e Flávio tentou um perfil mais moderado que no primeiro debate. No Uruguai, o mesmo El País focou nos ataques pessoais, como a referência aos "nove dedos".
No fim, a leitura internacional é de que o Brasil chega ao segundo turno deste domingo (25) com uma eleição totalmente centrada em dois temas: o bolso e a segurança. E com dois candidatos que, neste último encontro, tentaram falar menos para a própria torcida e mais para o indeciso.
Ao comparar os dois debates, da Globo e Band, o El País observou que Flávio apresentou mais propostas no encontro da Globo.

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