Se você olhar a história de José - seja o José da Bíblia, seja o José de Angelim que levanta 5h pra trabalhar na roça - o roteiro é o mesmo:
Foi traído pelos mais próximos e não devolveu traição.
Foi esquecido na prisão / no esquecimento político e continuou fazendo bem o que tinha que fazer naquele lugar pequeno.
Quando a porta abriu, ele estava preparado.
Sabia interpretar o sonho porque tinha estudado o sonho dos outros na cadeia.
A gente chama de sorte quando não viu o processo.
José não teve sorte de virar governador do Egito.
Ele teve caráter na escassez e fidelidade no anonimato.
A sorte só encontrou ele trabalhando. Como diz o prefeito Caíque que você entrevistou:
"Não resolvo no gabinete. Tem que tá perto do povo".
José do Egito também saiu da sala do palácio e foi contar o trigo no campo.
No fim, a sorte de José é o nome que os invejosos dão para a colheita de quem plantou quando ninguém tava vendo.
Na próxima matéria, o assunto é: CAÍQUE SABE FAZER - Muito asfalto pelos bairros da cidade.
Prefeito de Angelim transforma lama e poeira em dignidade.

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