Por Blog Sr. Cariri
Marcos Moura
As pesquisas erraram muito em 2022.
E agora, em 2026, tudo indica que o fato se repete.
Vimos em 2022 institutos dando vitórias folgadas no primeiro turno que não aconteceram, senadores eleitos que apareciam em terceiro nas pesquisas e governadores que viraram o jogo na véspera.
O eleitor aprendeu na prática que pesquisa de 15 dias antes não é retrato da urna.
Em 2026 o filme está voltando.
No mesmo estado, no mesmo dia, um instituto aponta 12 pontos de diferença e outro aponta empate técnico.
Como confiar?
É por isso que a pesquisa que mais tranquiliza, mais uma vez, é a boca de urna.
Ela não pergunta "em quem você pretende votar" por telefone.
Ela aborda quem acabou de votar, com o comprovante na mão, na porta da seção.
Não tem indeciso, não tem "talvez eu não vá votar". É o voto real, contado no calor da hora.
Claro, ela também tem limite. Não pode ser divulgada antes das 17h e depende de uma boa distribuição de seções.
Mas para quem quer saber o que de fato aconteceu, e não o que alguém acha que vai acontecer, ela é o dado mais próximo da realidade.
Até a apuração começar, o resto é projeção. A boca de urna é a primeira verdade do dia da eleição.










