Em mensagem voltada para as eleições de 2026, a Igreja Católica no Brasil reforça seu papel de orientadora da consciência dos fiéis e repudia qualquer tipo de polarização e hostilidade no pleito.
O posicionamento foi oficializado no último dia 18 de junho, quando o Conselho Permanente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) divulgou sua mensagem ao povo brasileiro. Inspirada no versículo bíblico "Examinai tudo e guardai o que for bom" (1Ts 5,21), a nota lembra que a missão da Igreja não é apresentar ou indicar candidatos e partidos políticos.
Segundo a CNBB, a verdadeira missão é colaborar com a formação da consciência dos fiéis, oferecendo princípios éticos e morais inspirados no Evangelho e na Doutrina Social da Igreja. Para os bispos, a participação consciente no processo eleitoral é uma das mais elevadas formas de caridade e serviço à sociedade.
O documento destaca que a eleição deve ser encarada como uma festa da cidadania, um momento livre de hostilidades e polarizações ideológicas. "Será necessária muita sabedoria para que a eleição seja, de fato, a festa da cidadania. Dessa forma, todos os convidados, que são os eleitores e as eleitoras, não sairão decepcionados", diz trecho da reflexão.
Para fazer a mensagem chegar às bases, o Centro Nacional de Fé e Política, ligado à CNBB, lançou o subsídio "Eleições 2026: democracia, sinodalidade e bem comum". O material propõe uma série de encontros de reflexão e oração para a preparação espiritual, ética e social do povo brasileiro, utilizando a metodologia da "Conversa no Espírito", herdada do Sínodo dos Bispos promovido pelo Papa Francisco.
Na prática, o trabalho será desenvolvido pelas pastorais e movimentos eclesiais. O Movimento dos Focolares, por exemplo, através do seu braço Movimento Político pela Unidade (MPPU), já atua na promoção de campanhas de cidadania focadas no voto consciente, ético e na fraternidade universal, tendo o diálogo pós-eleições como pilar para garantir o bem comum.
A mensagem dos bispos se encerra com um apelo à unidade nacional: "O Brasil necessita reforçar a capacidade de construir pontes, promover encontros e cultivar a amizade social".

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