terça-feira, 16 de outubro de 2018

Gil Gomes, ex-repórter policial, morre aos 78 anos em São Paulo

Gil Gomes morreu nesta terça-feira (16) Jornalista fez sucesso por gesto característico



O jornalista sofria de Mal de Parkinson e desde 2005 lutava para combater a doença degenerativa; morte foi confirmada pela família 


Gil Gomes morreu aos 78 anos, nesta terça-feira (16), em São Paulo. O ex-repórter policial passou mal na segunda-feira (15) e foi encaminhado desacordado ao Hospital São Paulo, na zona sul da capital paulista, mas não resistiu. A informação foi confirmada pela família do jornalista.

De acordo com a família, a morte de Gil foi comunicada pelos médicos no início da manhã. A causa não foi divulgada. 

— Ele estava na casa da filha dele. Passou mal ontem e foi encaminhado ao Hospital São Paulo. Passou a noite no hospital. Hoje de manhã recebemos a notícia. Ele estava com um grau de Parkinson muito avançado. Não sabemos a causa da morte ainda.

Gil sofira de Mal de Parkinson e desde 2005 lutava para combater a doençadegenerativa que o fez perder o equilíbrio, além de ter dificuldades de se mover e sofrer com tremores.

O jornalista era casado com Eliana Izzo, sua segunda mulher, com quem teve duas filhas — Flávia e Nathalie. Antes dela, Gil ficou por 14 anos com a escritora Ana Vitória Vieira Monteiro. Juntos, eles tiveram três filhos: Daniel, Vilma e Guilherme — que morreu ainda jovem vítima de uma hepatite C. O jornalista também deixou quatro netos.

Gil Gomes se tornou um dos grandes nomes do rádio e da televisão brasileira por seu trabalho no jornalismo investigativo. O ex-repórter iniciou sua carreira na extinta Rádio Marconi, na década de 1960. Entre os anos 1991 e 1997, Gil conquistou o grande público na televisão ao integrar o time de repórteres do extinto Aqui Agora, programa do SBT.


Na ocasião, ele chamou a atenção por conta da linguagem popular e da dramatização que fazia para narrar as reportagens sobre crimes. As aparições de Gil eram marcadas com um gesto característico que ele fazia com a mão.

Em 1999, o ex-repórter participou da Escolinha do Barulho, da RecordTV e também comandou um programa na Rádio Tupi.

O jornalista descobriu o Mal de Parkinson em 2005 e ficou afastado da televisão por 12 anos para tratar a doença. Em 2016, ele voltou ao trabalho quando recebeu o convite de um empresário, dono de uma farmácia, para comentar um programa patrocinado por uma rede de farmácias.

Na época, em entrevista ao R7, Gil comemorou o retorno. "Esse trabalho está me fazendo muito bem. Melhorou minha cabeça, meu entusiasmo, minha vontade de viver. Eu andava cabisbaixo, estive arrasado. Minhas pernas estão boas, mas não saia da poltrona."

Na mesma reportagem, ele também declarou que tinha vontade de trabalhar até o último dia de vida. "Quero continuar trabalhando, honrar o nome que tive, o nome que tenho e o nome que terei. Eu sou forte."

segunda-feira, 15 de outubro de 2018

No Dia do Professor… de que Professor estamos falando?

Inauguração prédio Secretaria de Educação - Angelim - PE


15 de outubro, Dia do Professor, convoca a sociedade brasileira para uma reflexão com foco na Educação Escolar. Ela foi a solução encontrada na evolução dos marcos civilizatórios para assegurar o desenvolvimento cognitivo das crianças e jovens a fim de que se tornem adultos adequadamente situados nos diferentes contextos sociais e econômicos em que possam se encontrar.

Na verdade, o desenvolvimento intelectual, assentado nos fundamentos do conhecimento sistematizado, precisa da escola e do professor para uma evolução qualificada da cidadania. Necessidade tanto maior quando posta na moldura de uma sociedade denominada sob o ponto sociocultural e produtivo de sociedade do conhecimento.
Não por acaso, os países mais desenvolvidos põem as políticas educacionais no rol das chamadas políticas precedentes. Percebem que todo o processo de evolução de suas sociedades depende crucialmente da educação oferecida às crianças e aos jovens inicialmente e, depois, aos adultos dentro de uma mística social de educação permanente.
O Brasil tem muito a aprender na direção ora apontada. Estamos em posição de desvantagem em todos os rankings de avaliação internacional. De fato, avaliamos, mas não sabemos o que fazer com as avaliações. Como sair desta encruzilhada?
No primeiro turno das eleições presidenciais, os candidatos em geral apresentaram pautas genéricas para a educação, esquecendo-se de que o grande desafio da educação atual não é a expansão de redes e a multiplicação de matrículas, mas a qualificação da aprendizagem. E isto começa com uma visão reconceituada do Estado Brasileiro sobre o professor e sua relevância na escola.
O fato constatado é que os governantes não planejam a expansão das redes de escola a partir de uma visão de qualidade do ensino, mas, sim, de uma visão de quantidade de alunos. Tanto é assim que se põe em segundo plano a carreira do magistério, incluindo o salário docente. Estados e municípios estão povoados de professores temporários, inclusive aqueles situados nas regiões mais desenvolvidas do país.
Este fato favorece os governantes para não cuidarem da formação continuada de seus professores. Tudo se reduz a agendas de planejamento no início de cada semestre. Pesquisas que se sucedem apontam que o magistério recebe grande parte dos seus professores de alunos do ensino médio portadores de agudas deficiências em sua formação intelectual. Aqui, o grande desafio do Brasil: para melhorar a qualificação dos professores é imperioso melhorar a qualidade de toda a educação básica. E, para tanto, é inadiável a fixação de novos parâmetros para a definição do salário docente.
O campo de atuação docente é balizado por um conjunto de conhecimentos, habilidades, competências e qualificações que caracterizam o saber específico de ser professor. A carreira docente é a esteira de um conjunto de fatores que exercem a atração profissional e solidifica a estabilidade ocupacional para a docência. Professor mal remunerado e não estável não possui motivação intrínseca para programas de capacitação continuada.
Na verdade, tudo que ele deseja é não permanecer onde está! É curioso observar como as questões que envolvem os chamados meios ativos, diretos e indiretos, da pauta de ensino/aprendizagem, sobretudo no campo da educação básica, são tratados hoje por jornalistas, economistas, administradores de empresas, cientistas sociais, engenheiros, arquitetos, pessoal de TI etc, ficando de fora os professores.
Falta-lhes espaço na mídia para falar e tudo tende a piorar à medida que as redes de escolas vão sendo envelopadas pelos mecanismos de fusão. Adicionalmente, o processo de mercantilização da educação brasileira passa a ganhar novas formas dissimuladas de seu encorpamento, com a tendência de expansão, despossuída de padrões de qualidade, do uso de educação a distância na educação básica, como se a solução de uma educação de baixa qualidade fosse afastar, cada vez mais, o professor da sala de aula, e entregar esta à operação de equipamentos eletrônicos.
Em nenhum país sério do mundo, pensa-se em substituir educação presencial por ensino a distância. Este tem apenas uma função complementar. O Brasil precisa indagar, nesta data, quanto custa e quanto deve efetivamente custar um professor para atuar em uma escola com a função de plataforma de alavancagem para o desenvolvimento humano e cognitivo das crianças e dos jovens? A longa história da escola brasileira com professores subsalariados parece explicar a presença reduzida de talentos nesta atividade profissional e a baixa atração que ela exerce.
Temos que reconhecer que o piso salarial nacional do professor continua sendo um parâmetro conceitual, porém, não é por enquanto um parâmetro valorativo. Deixamos de perceber que há uma relação direta entre evasão escolar e evasão docente, notadamente de professores jovens, que estão abandonando a escola para se “aventurarem” em outras áreas de atuação profissional.
O próprio público feminino, fonte permanente de talentos para o magistério, vai dele ganhando distância, em decorrência das mudanças de comportamento da mulher na sociedade andante. O psicólogo americano Jeffrey Arnett, da Universidade de Clark, identifica uma nova condição no homem e na mulher, que ele chama de adultos emergentes.
Trata-se de um período entre 18 e 25 anos – podendo durar mais ou menos, dependendo da pessoa – fortemente enraizado na sociedade de consumo e nos padrões globalizados de vida, em que se buscam três fatores articulados, a saber: Investimentos nos estudos para se construir uma carreira profissional sólida, garantia dos meios de uma estabilidade financeira e alargamento das alternativas profissionais.
No Brasil, cada vez mais, a realidade atual do magistério das escolas de educação básica, sobretudo da rede pública, não sinaliza nesta direção, ou seja, distancia-se desta escala de bônus social e profissional.
Diz o psicólogo americano que os adultos emergentes e, sobretudo, as mulheres querem: a) mais escolaridade; b) mais renda; c) mais oportunidades; d) mais autonomia; e) mais liberdade; f) mais independência financeira e g) mais equilíbrio entre vida pessoal e profissional.
Convém lembrar que há uma escala em ascendência de público feminino para as atividades de magistério, porém, de nível superior e para atividades de pesquisa. A situação de um salário profissionalmente desqualificante do professor de educação básica é, muitas vezes, respondida com dois argumentos falaciosos. O primeiro é que, em nenhum país do mundo desenvolvido, o salário do professor está entre os mais altos. Esta é uma meia-verdade, pois se não está entre os salários profissionais mais elevados, também não está entre os mais baixos.
O segundo argumento é que não há evidência de relação positiva entre salários docentes elevados, performance dos alunos, excelência na aprendizagem, desempenho da escola e resultados em avaliações internas e externas. Esta visão é igualmente equivocada. Deixando de lado experiências internacionais e olhando só o que ocorre no Brasil, basta verificar o desempenho dos alunos dos Institutos Federais, dos Colégios Universitários, das Escolas de Aplicação, dos Colégios Militares e das cem escolas privadas com os salários docentes mais altos do Brasil.
As análises do PISA são diretas e elucidativas: sem professores motivados não há saída para a educação. E motivar professores inclui necessariamente carreira docente atraente, melhores salários, condições de trabalho adequadas e estrutura escolar com estrutura compatível com o conceito legal e operativo de escola e ensino de qualidade.
O Brasil não pode continuar a postular uma escola com qualidade social, confundindo professores profissionais com profissionais professores. Hoje (dia 15) é o Dia o Professor Profissional! E dele, a sociedade do conhecimento precisa cada vez mais.
*Moaci Alves Carneiro Doutor em Educação/Paris Ex-professor da Faculdade de Educação da UnB Diretor do Encontro de Laboratórios de Cidadania e Educação/ENLACE, Brasília-DF
Por/ Sr. CARIRI

Pesquisa revela quantos estudantes brasileiros querem ser professor



Meu sonho mesmo é dar aula para o ensino médio, pode ser em escola estadual, municipal ou particular”, diz Lucas dos Anjos Castro, 16 anos, estudante do 2º ano do ensino médio da Escola Estadual Professor Botelho Reis, em Leopoldina, Minas Gerais. “Eu me vejo como professor, igual aos meus, na correria, rodando para lá e para cá, entrando em uma sala e outra. É o que eu gosto”.

O sonho com a carreira docente, como o de Castro, é cada vez mais raro. De acordo com levantamento feito pelo Interdisciplinaridade e Evidências no Debate Educacional (Iede), com base nos dados do Programa Internacional de Avaliação de Alunos (Pisa) de 2015, apenas 3,3% dos estudantes brasileiros de 15 anos querem ser professores. Quando se trata daqueles que querem ser professores em escolas, na educação básica, esse percentual cai para 2,4%.
Hoje (15), no Dia do Professor, a Agência Brasil mostra as ideias de quem quer seguir a carreira docente e de professores que não abrem mão da profissão.
“Quando eu contei para a minha mãe, ela me disse: ‘você pode ganhar mal, como será o seu futuro?’ Eu falei que queria e que se eu não trabalhar no que quero, não vou ser feliz”, diz Castro.
Um dos professores que influenciou a decisão do estudante foi João Paulo de Araújo que, além de lecionar história na Escola Estadual Professor Botelho Reis, trabalha também na Escola Estadual Doutor Pompilio Guimarães e no Colégio Equipe, que é particular. “Acho que no primeiro momento, os alunos não escolhem porque a própria família recrimina, a sociedade julga muito. Eu tenho buscado ser um professor melhor, que inspire, que mostre que a profissão é tão boa quanto qualquer outra, que tem desafio como qualquer outra”.
Araújo foi um dos vencedores do prêmio Educador Nota 10, em 2013. “É a forma que posso retribuir tudo que educação fez por mim. Venho de família humilde. Meu pai é ex-presidiário e minha mãe era doméstica. A oportunidade que eu tive foi graças à educação”.
Carreira pouco atrativa
O estudo elaborado pelo Iede mostra que a carreira docente não atrai os alunos que têm um melhor desempenho no Pisa. A avaliação internacional da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) é aplicada a estudantes de 15 anos que fazem provas de leitura, matemática e ciências. Entre os 70 países e regiões avaliados, o Brasil ficou na 63ª posição em ciências, 59ª em leitura e 65ª em matemática. Os estudantes que disseram que pretendem ser professores obtiveram 18,6 pontos a menos da média do país em matemática, 20,1 pontos a menos em ciências e 18,5 a menos em leitura.
Dentre os países participantes do Pisa, a Alemanha é o que apresenta a maior diferença entre a nota dos alunos que esperam ser professores e a média geral do país. Aqueles que querem seguir a carreira docente obtiveram 42,9 pontos a mais em matemática, 52,5 em ciências e 59,1 em leitura.
Os países com os maiores percentuais de estudantes que querem ser professores são Argélia, onde 21,7% dos estudantes querem ser professores, e Kosovo, onde esse percentual chega a 18,3%. Nesses países, no entanto, o desempenho desses alunos não é bom, “mas é muito similar ao desempenho geral dos estudantes do país, que é baixo”, diz o estudo. Coreia e a Irlanda estão também entre os países com os maiores percentuais, respectivamente 13,8 e 12,6%. Ao contrário da Argélia e Kosovo, o desempenho dos alunos é bom, chegando, na Coreia, a ser superior à média nacional.
“O que o dado brasileiro revela é o fato que a ocupação de professor está com problemas de atratividade. As pessoas que têm notas mais altas escolhem outras profissões”, diz o professor de economia da Universidade Federal Fluminense (UFF) Fábio Waltenberg, um dos autores do estudo Ser ou não ser professor da Educação Básica? Salário esperado e outros fatores na escolha ocupacional de concluintes de licenciaturas. Segundo Waltenberg, o salário é um dos  entraves para a escolha da profissão.
Equiparação salarial
Professores de escolas públicas ganham, em média, 74,8% do que ganham profissionais assalariados de outras áreas, ou seja, cerca de 25% a menos, de acordo com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep)Essa porcentagem subiu desde 2012, quando era 65,2%.
Por lei, pelo Plano Nacional de Educação, esse salário deve ser equivalente ao de outros profissionais com formação equivalente até 2020.
De acordo com o diretor do Iede, Ernesto Martins Faria, três aspectos contribuem para a atratividade da profissão. “Planos de carreira para professores e educadores, ações específicas de valorização, que geram estímulo e permanência, e coesão escolar. O funcionamento da escola tem a ver com visão consistente, semelhante de gestor, coordenador pedagógico e educadores”, diz.
Segundo ele, o fato de os professores serem muitos e estarem ligados a estados e municípios, muitas vezes com orçamentos restritos, dificulta sobretudo a existência de planos de carreira atrativos. “Estamos falando da carreira de 2 milhões de professores, [não apenas o Brasil], o mundo sofre para oferecer uma carreira atrativa”.
Apesar das dificuldades, a estudante de licenciatura em ciências sociais Aniely Silva, 20 anos, não desiste do sonho de ser, assim como Castro, professora de ensino médio. Ela conta que a vontade ficou mais forte após participar das ocupações de escolas em São Paulo.
“Durante as ocupações das escolas, percebi o quanto de informação não chega para nós, que somos de periferia e de escola pública. Queria conseguir levar informação para as pessoas. Quando a informação chega como conhecimento, muda a realidade das pessoas, como mudou a minha”.
Aniely arremata: “Não escolhi a profissão pelo salário e não me desmotiva. Quero estudar muito para ser muito boa no que eu faço e lutar para melhorar a educação, por mais investimento e valorização dos professores”.

Prefeitura de Campina inicia programação do Dia do Professor na próxima terça

A Prefeitura Municipal de Campina Grande, através da Secretaria de Educação (Seduc), inicia na próxima terça-feira, 16, a programação em alusão ao Dia do Professor, comemorado no dia 15 de outubro, feriado no Calendário Escolar.
Como forma de valorizar os professores e servidores da educação, a Seduc vai promover uma série de ações pedagógicas, culturais e de lazer que se estendem até a sexta-feira, 19.
Na segunda-feira, 15, as escolas e creches não irão funcionar e a programação de comemoração ao Dia do Professor será iniciada na terça, 16, e se estenderá por toda a semana nas escolas e creches, com atividades organizadas pela comunidade escolar com a participação das famílias em homenagem aos professores.
“Em cumprimento à lei municipal que institui a Semana Municipal de Valorização do Professor, aprovada na Câmara de Vereadores e sancionada pelo prefeito Romero Rodrigues, nossas escolas e creches estarão organizando as ações no sentido de valorizar esse profissional que é determinante para o processo de ensino e aprendizagem”, disse a secretária municipal de Educação, Iolanda Barbosa.
Para que essas ações fossem realizadas, a Seduc incentivou as unidades educacionais a realizarem, ao longo da semana, atividades pedagógicas com foco na importância do professor para a efetivação do direito de aprender das crianças e adolescentes.
Além das atividades realizadas em sala de aula, os professores e servidores da educação vão comemorar a data com um “Happy Hour”, que vai acontecer na quinta-feira, 18, no Clube da Bolsa, das 19h às 22h. Na ocasião, será realizada uma vasta programação musical, cultural e de lazer.

Dia do Professor: Quais são as propostas de Bolsonaro e Haddad para o magistério e para a Educação

Veja as propostas dos dois candidatos para o ensino básico, médio e superior


O Brasil está entre os países com pior desempenho em Educação no mundo. Na mais recente edição do Pisa (Programa Internacional de Avaliação de Alunos), em 2015, ficou nas últimas posições em Ciências (63º), Matemática (65º) e em Leitura (59ª) entre os 70 países analisados.

No Dia do Professor, a BBC News Brasil apresenta as propostas dos dois candidatos à Presidência que chegaram ao segundo turno, Fernando Haddad(PT) e Jair Bolsonaro (PSL) para essa área.

O levantamento foi feito com base nos planos de governo apresentados ao TSE, entrevistas e publicações feitas pelas candidaturas na internet.


O que propõem aos professores?
Ex-ministro da Educação, Fernando Haddad diz em seu programa de governo que quer investir na formação dos educadores e na gestão pedagógica da educação básica.
"Atenção especial será dada à valorização e à formação dos professores e professoras alfabetizadoras", afirma o texto.
O petista fala em fortalecer o Programa Institucional de Bolsas de Iniciação à Docência (Pibid), que permite aos alunos de cursos presenciais com interesse no magistério que se dediquem ao estágio em escolas públicas e que, quando graduados, se comprometam com o exercício da profissão na rede pública.
O programa do PT diz que aproximadamente 25% dos professores que atuam na educação básica não têm licenciatura específica para as disciplinas que lecionam. O plano fala que retomará a Rede Universidade do Professor, programa criado para oferecer vagas de nível superior para a formação inicial e continuada de professores da rede pública, para que possam se graduar nas disciplinas que lecionam.
Haddad diz que vai implementar a chamada Prova Nacional para Ingresso na Carreira Docente para candidatos à carreira de professor das redes públicas de educação básica.
Fala ainda em instituir diretrizes que permitam uma maior permanência dos profissionais nas unidades educacionais.
O programa diz que pretende reforçar a Universidade Aberta do Brasil (UAB), programa que visa ampliar e interiorizar - ou seja, expandir para fora das capitais - a oferta de cursos e programas de educação superior por meio da educação a distância.
Os dois candidatos falam em melhorar a formação dos professores das escolas públicas do Brasil
Em seu programa de governo, Jair Bolsonaro fala em aumentar a qualificação de professores, sem posterior detalhamento entre as propostas.
O candidato defende um modelo de educação "sem doutrinação e sexualização precoce" e baseado nas propostas do Escola Sem Partido.
Diz que falta disciplina no ambiente educacional e que, por isso, "hoje, não raro, professores são agredidos, física ou moralmente, por alunos ou pais dentro das escolas".

Outras propostas para a Educação

Haddad diz que o ensino médio será prioridade do seu governo.
Uma das principais propostas é criar o programa Ensino Médio Federal, que aumentará a atuação do governo federal no ensino médio, que constitucionalmente é de responsabilidade dos Estados.
A ideia é que haja maior integração, aumento de vagas nos Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia, e que o governo federal se responsabilize por escolas situadas em regiões de alta vulnerabilidade.
O plano diz querer expandir a educação integral e criar uma bolsa de permanência nas escolas, especialmente para jovens em situação de pobreza. "O governo Haddad ampliará a participação da União no ensino médio, de modo a transformar essas escolas em espaços de investigação e criação cultural e em polos de conhecimento, esporte e lazer, garantindo educação integral", diz o texto do programa de governo.
O ex-ministro da Educação de Lula diz em seu programa de governo que pretende revogar a reforma do ensino médio. Haddad pretende mexer na Base Nacional Comum Curricular "para retirar imposições obscurantistas".
O plano de governo do petista fala em criar um novo padrão de financiamento para que a Educação receba o equivalente a 10% do PIB. Segundo estudo da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) publicado em 2017, os gastos com educação totalizam 4,9% do PIB brasileiro.

Fernando Haddad diz que concentrará esforços em avanços no ensino médio, incluindo escola em tempo integral em lugares mais pobres
O candidato afirma ter intenção de normatizar o uso público dos recursos do Sistema S na oferta de ensino médio.
O objetivo é direcionar 70% dos recursos à ampliação da oferta de ensino médio. Fazem parte do Sistema S o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), o Serviço Social da Indústria (Sesi) e o Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).
O programa promete a institucionalização Sistema Nacional de Educação, pendente há quatro anos. O Plano Nacional de Educação (PNE), aprovado em 2014, o colocou como um caminho para a articulação do sistema de ensino nos níveis federal, estadual e municipal, com o objetivo de atingir as metas estipuladas pelo governo.
No que diz respeito a minorias, o plano diz que um eventual governo Haddad "fortalecerá uma perspectiva inclusiva, não-sexista, não-racista e sem discriminação e violência contra LGBTI+ na educação". Diz também que retomará os investimentos na educação do campo, indígena e quilombola. Como contraponto ao Escola Sem Partido, o programa propõe a Escola com Ciência e Cultura.
Diz que quer focar o programa Educação para Jovens e Adultos em alfabetização. Fala, ainda, em introduzir trabalho com linguagens digitais desde o primeiro ano do ensino fundamental. Para combater violência em escolas, será criado o Programa Paz e Defesa da Vida nas Escolas.
O programa do PT diz que o foco será o ensino médio, mas também fala em expandir universidades e institutos federais.
Jair Bolsonaro, por sua vez, afirma que dará ênfase à educação infantil, básica e técnica.
O programa de governo fala em mudar a Base Nacional Comum Curricular, "impedindo a aprovação automática e a própria questão de disciplina dentro das escolas".
O programa fala que o conteúdo e método de ensino precisam ser mudados. "Mais matemática, ciências e português", diz o texto.
Bolsonaro pretende incluir no currículo escolar as matérias educação moral e cívica (EMC) e organização social e política brasileira (OSPB), disciplinas herdadas da ditadura militar.
O candidato tem ainda intenção de ampliar o número de escolas militares, fechando parcerias com as redes municipal e estadual. A meta é que haja, em dois anos, um colégio militar em cada capital. Tem também o plano de construir o maior colégio militar do país em São Paulo, no Campo de Marte.

Jair Bolsonaro defende aumentar o número de escolas militares no país; a meta é que, até 2020, haja uma em cada capital

Fala, ainda, em integração entre governos federal, estadual e municipal.
O programa do capitão reformado dá ênfase à educação a distância nos níveis básico, médio e superior. "Deve ser considerada como alternativa para as áreas rurais onde as grandes distâncias dificultam ou impedem aulas presenciais", diz o texto.
Ainda segundo o documento, o Brasil gasta mais com ensino superior do que com o ensino básico. Bolsonaro defende que isso seja invertido.
Para o ensino superior, o programa fala em parcerias de universidades com a iniciativa privada para desenvolvimento de novos produtos visando aumentar a produtividade no país.
Diz, ainda, que universidades devem estimular e ensinar o empreendedorismo.
Bolsonaro é contra cotas raciais, mas a favor das sociais.
Salve o dia do professor, 15 de outubro.
Por Sr. CARIRI
NEWS Brasil



sexta-feira, 12 de outubro de 2018

ANGELIM VIVE COM INTENSIDADE DIA DA CRIANÇA

Já é tradição em Angelim a realização da festa da criança promovida pela primeira dama Samille Ramos, no dia 12 de outubro. Muito antes do seu marido ser prefeito, Samile com um grupo de voluntárias já realizava os festejos. Agora com um novo tempo administrativo no município, a festança  ganhou maior estrutura no centro da cidade, oferecendo excelente comodidade para toda a população.




Entre as atrações destacamos a realização de teatro, muita música, palhaços, atividades esportivas, fotos para a gurizada, farta distribuição de guloseimas, lembrancinhas, sorteios de brindes, brinquedos infláveis, pula-pula e muito mais. Os baixinhos vão à loucura.

Adultos e crianças se confundem no meio da multidão  havendo um espírito de solidariedade e confraternização. 

Por fim, as Secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação e Desportos oferecem aparato de segurança e possíveis atendimentos, com  ambulância de plantão, muito cuidadoPor fim, as Secretarias de Assistência Social, Saúde, Educação e Desportos oferecem aparato de segurança e possíveis atendimentos, com  ambulância de plantão, muito cuidado e auxílio para todos. 
O prefeito Douglas Duarte disponibilizou transporte para as crianças da zona rural e elas participam das festividades. 

Durante a semana o clima na cidade foi de festa e vitória onde as escolas se voltaram para  uma programação especial com eventos infantis.

DJ - (disc jockey) momento em que o profissional oferece música infantil bem variada, com algodão doce
O final de semana na cidade com o feriado prolongado, sem dúvida, serve com este evento, para a interação das famílias no momento de lazer dos pequenos.


Sr. CARIRI
Fotos: Antonio Marques






quarta-feira, 10 de outubro de 2018

Sobrinha deste Editor faz turnê na Europa

Nascida em Vitória da Conquista (BA) e criada em Cabo Frio, Sarah Dhy vai lançar o primeiro CD Meu “Om” que significa o som do universo o equilíbrio.

“A turnê começa dia 17 de outubro. Já tive a oportunidade de tocar na Europa em 2010 fiquei encantada com o valor que o estrangeiro dá à música brasileira e agora em 2018 ano em que a Bossa Nova comemora 60 anos, tenho a oportunidade de levar esse rico repertório em comemoração. Estou vivendo o meu sonho tenho um grande ícone da Bossa Nova como padrinho Roberto Menescal e estou colhendo os frutos do que tenho plantado com muita luta e dificuldade”, disse Sarah.

Sarah Dhy foi incentivada por Rogerio Veiga Jr a participar de uma antologia infantil com o tema (A vida no fundo do mar) produzido pela LITERART com o primeiro lançamento em Paris. Na oportunidade, ela foi convidada pela presidente da LITERART, Izabelle Valadares, para participar do lançamento da antologia cantando e tocando Bossa Nova.

“Na época, adorei a ideia e logo depois apareceram mais dois países República Tcheca e Portugal”.

“Não posso deixar de agradecer ao meu amigo Dirlei que entendeu que eu não poderia perder esse momento tão importante na carreira de um artista. Quero agradecer o apoio de Lucas Cabral da BLS, Lúcia do Escritório do Chef, Jaqueline da J.A festas e eventos, Jairo do Grupo Whyppt Consultorias Especializadas Protegendo os seus Direitos, Glauco Brasil e Luciana Avelino do Canto da Sereia. Gratidão, sem vocês eu não teria conseguido conquistar essa etapa importante na minha carreira musical”, disse Sarah.

Ela se apresenta no maior e mais visitado museu do mundo em Paris, o Louvre. É um monumento histórico da capital francesa, o maior museu de arte do planeta. Sua inauguração aconteceu em 10 de agosto de 1793 contando com 225 anos. Atualmente recebe mais de oito milhões de visitantes a cada ano. Sarah Dhy, é um orgulho para nossa MPB.

Parabéns sobrinha!

 * Roberto Batalha Menescal (Vitória, 25 de outubro de 1937) é um músico brasileiro. Foi um dos fundadores do movimento Bossa Nova.
*Veja as letras de Roberto Menescal e ouça "O Barquinho", "Rio", "Você", "Vagamente", "Nós e o mar", "Ah! Se Eu Pudesse", "Amanhecendo" e muito mais.










Com informação do:


Por Sr. CARIRI