Vereador vive seu momento mais desafiador e precisará se reinventar para manter protagonismo na Câmara de Angelim
Angelim-PE – Nos bastidores da política angelimense, uma pergunta não quer calar: como fica o vereador Eduardo de Quiterinha sem o seu principal líder, o deputado federal Fernando Rodolfo, que perdeu a reeleição?
Durante todo o mandato, Eduardo teve em Fernando Rodolfo sua principal sustentação política. Era de Brasília que vinham as articulações, a força do palanque e as emendas parlamentares que dão o que mostrar ao povo.
Com a derrota de Rodolfo nas urnas, essa ponte quebrou. E para piorar o cenário, o ex-prefeito Marco Calado, que no passado tinha uma densidade de votos monstruosa para transferir a seus aliados, hoje já não possui a mesma força eleitoral de antes.
Fica a pergunta: Eduardo vai discursar baseado em que? Sem emenda parlamentar para apresentar na cidade e na zona rural, o discurso na tribuna pode ficar vazio.
QUAL A SAÍDA?
Na política, ninguém fica órfão para sempre. A saída de Eduardo passa por três caminhos:
1. A herança política de Fernando Rodolfo – Mesmo sem mandato, Rodolfo ainda tem trânsito político e lealdade ao grupo. O gesto mínimo que se espera é que ele abra portas e apresente Eduardo a outros deputados federais e estaduais que possam adotar Angelim e garantir emendas. Se não fizer isso, deixará seu principal vereador sem chão.
2. Municipalizar o mandato – É a saída mais trabalhosa, mas a mais segura. Eduardo tem uma base fiel e muito forte. Se transformar seu mandato em presença diária, resolvendo problemas pequenos que são grandes para o povo, uma estrada, um poço, uma ambulância, ele cria uma sustentação que independe de deputado.
3. Reposicionamento rápido – Sem padrinho forte, Eduardo terá que decidir: se aproxima da atual gestão para tentar garantir entregas, ou se consolida como oposição de verdade, mas trazendo um deputado novo para chamar de seu. Vereador sem deputado em Angelim, hoje, sofre.
Eduardo de Quiterinha é um político está angariando experiência e sabe jogar. Mas o momento exige mais habilidade do que nunca.
Ou ele arruma um novo padrinho parlamentar, ou vai ter que fazer o que poucos fazem: viver só do voto do povo.
É o teste de fogo do vereador de Quiterinha.







