terça-feira, 10 de março de 2026

Há 100 anos, Lampião e Padre Cícero se encontravam pela única vez, por conta de Luís Carlos Prestes

Cangaço e fé
Avanço da Coluna Prestes para a região nordeste estimulou encontro histórico entre Lampião e Padre Cícero no Ceará

Há cem anos Padre Cícero e Lampião se encontravam, pela primeira e única vez, em Juazeiro | Crédito: Montagem Padre Cícero e Lampião

 

No dia 4 de março de 1926, há exatos 100 anos, acontecia em Juazeiro um encontro entre duas figuras emblemáticas para o Nordeste brasileiro. Nesta data, Virgulino Ferreira, o Lampião, e Padre Cícero estiveram juntos em Juazeiro do Norte (CE), até onde se sabe, pela primeira e única vez na história.

Em entrevista ao Conversa Bem Viver, o jornalista, escritor e autor do livro ‘O Santo e o Cangaceiro’, Robério Santos, trouxe detalhes desse fato que ficou marcado na história.

Robério relata que o responsável indireto desse encontro na região do Cariri foi Luís Carlos Prestes, isso porque ele liderava a Coluna Prestes, que realizava sua marcha pelo interior do Brasil combatendo as tropas do governo de Artur Bernardes.

Temendo que a Coluna entrasse em Juazeiro, Floro Bartolomeu, então deputado, convidou Lampião e seus cangaceiros a fortalecer os batalhões patrióticos, oferecendo a Lampião uma falsa patente de capitão.

O encontro entre Padre Cìcero e Lampião não foi registrado em imagem, mas ficou no imaginário de todo o Brasil.

Confira a entrevista completa

Dá para dizer que se não fosse por Prestes, talvez Lampião e Padre Cícero nunca teriam se encontrado? Gostaria que você falasse mais sobre esse evento.

Talvez tivesse acontecido esse encontro, mas não nessa ocasião. Porque Lampião tinha uma devoção muito grande pelo Padre Cícero. Se você prestar atenção, as roupas dos cangaceiros tinham bottons com o rosto do Padre Cícero,  para você ver o nível da devoção que eles tinham. E a família de Lampião morava no Juazeiro.

Eu acredito que cedo ou tarde Lampião teria ido a Juazeiro do Norte para uma outra ocasião, visitar a família, ou qualquer coisa desse tipo. Porém, dentro desse contexto, dentro dessa ocasião, Luís Carlos Prestes foi de uma importância. Não só Prestes, mas também o Floro Bartolomeu, pois parte dele esse convite para Lampião engrossar os batalhões patrióticos que eram criados para combater a coluna Prestes.

Um cangaceiro vale por dez civis sem preparação alguma. Ele já está preparado, conhece o mato, conhece o terreno, conhece armas, conhece táticas de guerra. Foram convidados 50 cabras – Lampião mais 49 – para ir ao Juazeiro do Norte receber uma patente que, na verdade, se tornou uma falácia, porque não tinha eficácia alguma. Mas havia também a promessa de novas armas e novos fardamentos.

Apesar disso, Lampião ainda saiu ganhando nessa história toda. Ele chega no Juazeiro, descansa por 4 dias, visita a família, dá entrevista, tira fotografia, conhece o grande líder espiritual do Nordeste que é o Padre Cícero, recebe essa falsa patente e, coincidência ou não, depois disso ele começa a se autodenominar capitão.

Nas cartas anteriores ao Juazeiro era só “Virgulino Ferreira da Silva, o Lampião”. Ele escrevia assim nas cartas. Depois desse fato, inclusive no domingo mesmo (dia 7 de março), ele já escreve uma carta para o delegado, (a carta na íntegra, com a letra e grafia de Lampião, está no meu livro) e no final ele já assina como “capitão Lampião”.

Dá para dizer que Lampião, que era uma pessoa que causava temores, uma única vez na história foi recebido como rei ou como capitão?

Os jornais enchiam a ideia de que Lampião foi recebido com aplausos. Eram 50 cavaleiros em fila indiana, 24 cangaceiros de um lado, 24 do outro. Na frente, Lampião e Sabino, entrando no Juazeiro do Norte, naquela quinta-feira de 4 de março de 1926, enfileirados à noite.

Voltando um pouquinho no tempo, Lampião recebe esse convite para ir ao Juazeiro e, receber essa patente. Receber dinheiro, obviamente, pelo trabalho prestado. Conhecer o padre Cícero já estava nos planos dele.

Lampião chega lá e recebe a notícia de que não era para ele ir mais para o Juazeiro do Norte. Porque Floro Bartolomeu estava no Rio de Janeiro, adoentado. E estava. Lampião saiu [de Juazeiro] dia 7, e Floro morreu no dia 8 no Rio de Janeiro. 

Lampião chega na entrada do Juazeiro do Norte e diz: “Já que estou aqui, eu vou. Não vou voltar de jeito nenhum.” E entra no Juazeiro Triunfante. Nesse mesmo dia, ele já recebe a visita do padre Cícero para dizer que estava garantido que ninguém iria mexer com ele, contanto que ele também não mexesse com ninguém. Ele também aconselhou Lampião a deixar o cangaço. Lampião disse: “Só daqui a 3 anos”.

No outro dia, Lampião começa as movimentações. É quando ele recebe essa falsa patente que, na verdade, muitas pessoas acham que tem uma serventia.

Nesse mesmo dia, Benjamim Abraão,, o mesmo que fez as fotografias e vídeos do Lampião em 1936, dez anos depois, vai ao Crato buscar um fotógrafo, o Pedro Maia. No dia 6, sábado, Lampião recebe Pedro Maia e também o [jornalista] Otacílio Macedo, que vai fazer uma entrevista. 

Na ocasião, Lampião ficou num sobrado muito próximo da casa dos familiares, então ele ficava recebendo a visita do irmão Ezequiel, do irmão João Ferreira, das irmãs. Há relatos de que ele encontrou padre Cícero uma segunda vez, durante a assinatura a patente. E aí Lampião faz uma série de fotografias incríveis feitas por Pedro Maia e Lauro Cabral.

Nenhuma com o Padre Cícero?

Não tem nenhuma foto. Os repórteres depois disseram que [àquela época] as pessoas falavam mal do padre Cícero por ele receber “todo o tipo de pessoas” lá no Juazeiro. E a imprensa, que era contra o padre Cícero, batia nele. Imagina então ele aparecer, do nada, com uma foto ao lado de Lampião.

Não existe foto de padre Cícero com Lampião, mas existem cartas. Inclusive, no meu livro, tem três cartas do padre Cícero falando sobre a passagem de Prestes na região. Uma das cartas é do Padre Cícero pedindo para Preste se entregar, ela está datada de 20 de fevereiro de 1926. Teve a carta de Padre Cícero para os jornais dizendo que Lampião esteve lá como romeiro para defender o Juazeiro, defender o Padre Cícero e o medo do Juazeiro ser atacado pela coluna.

Quando criticaram Padre Cícero porque ele não prendeu o Lampião, ele disse: “Não é meu papel prendê-lo. É papel do governo, é papel do Estado. As portas do Juazeiro não foram fechadas.”

Os jornais da capital Fortaleza estavam narrando detalhe por detalhe, passo a passo do Lampião em tempo real. Fortaleza toda sabia, então por que não foram atrás de Lampião? Porque havia essa probabilidade da regeneração de Lampião e de ele ser incorporado aos batalhões patrióticos. 

Eu queria aproveitar e pedir para você trazer um ponto que às vezes a gente desconhece. A gente olha para o Padre Cícero hoje com o respeito gigante que ele tem, e às vezes não se lembra que, em vida, ele foi muito contestado.

Pela própria igreja. Inclusive, ele não era padre, a gente chama de padre. Mas existem dois nomes: padrinho Cícero e padre Cícero. As pessoas chamam padre Cícero e é um termo errado porque ele não era mais padre, ele não foi padre em momento algum do século XX.

Ele era muito contestado. Era controverso, poderoso. Ele tinha um poder muito grande com os coronéis. Quem quiser estudar um pouquinho mais, pesquise sobre o pacto dos coronéis guiado por ele. Eram as cidades com seus coronéis lutando, brigando, se matando, matando familiares, e ele conseguiu juntar todos os coronéis da cidade do Cariri em uma grande reunião para eles assinarem um decreto que definia que eles não iriam mais se matar e dar amparo a bandido.

Um homem que rezava, o homem do povo. Eu sou devoto do Padre Cícero Romão e, inclusive, tem uma música que fala: “Sou devoto do padre Cícero Romão, sou tiete do nosso rei do Cangaço”.

O padre Cícero e o Lampião, eles têm um poder mediático gigantesco, em vida e em morte. Hoje, em qualquer lugar que você chega, você encontra uma estátua ou um quadro do padre Cícero. Se você chegar em qualquer feira de artesanato, você vai encontrar uma estátua do Lampião quase venerada como um santo. Não que ele seja santo. Nós tivemos casos de cangaceiros que se tornaram santos populares, como o Jararaca lá em Mossoró, mas tem gente que tem uma devoção quase  beirando a santidade com o Lampião, de fazer tatuagens, de defender mesmo.

Eu tenho um canal, o Cangaço na literatura, e eu vejo isso sempre [nos comentários]: é uma devoção gigantesca, uma briga muito grande. Quando eu coloco postagens do Padre Cícero e de Lampião, são os únicos dois personagens que os comentários são os mesmos e a briga é grande de quem defende e quem apoia. Parece que eu estou falando da mesma pessoa. Não que Padre Cícero era bandido e não que Lampião era santo. Mas eu estou falando de termos mediáticos, termos de potencial histórico. Os dois têm o mesmo nível aqui no Nordeste. Eu me inclino a dizer que são os dois maiores ícones do nosso Nordeste em termos históricos, midiáticos. 

Lampião tem muitos devotos, tem muitos apoiadores, pessoas que o idolatram. Mas em vida, existia também esse movimento ou as pessoas apenas temiam e viam-no como um grande criminoso? 

Era [idolatrado] por quem o apoiava, quem tinha relação com ele, que nós chamamos de coiteiros. Uma pessoa que tinha uma boa relação com Lampião, que o recebia na fazenda, que fazia negócios com Lampião. Lampião deixava dinheiro, a pessoa comprava mantimentos. Ele chegava numa bodega, mandava pegar 200 pães, tirava o dinheiro e pagava. Ele não batia no dono da bodega e ia embora. São coisas que as pessoas, às vezes, não entendem. Todo personagem histórico vai ter os prós e contras em vida e em morte. Qualquer personagem histórico. Eu sempre digo que a fama e o sucesso trazem na bagagem, usando um termo atual, os haters que sempre existiram.

Você tem na Bíblia os haters de Cristo. Você acha que todo mundo era de amores com Jesus Cristo? Não era. O João Batista teve a cabeça cortada e colocada numa bandeja, igual aos cangaceiros que tiveram a cabeça cortada. Então, a história é cíclica, a história sempre vai acontecer.

Lampião vai ter os seus apoiadores, vai ter os seus coiteiros e também vai ter as pessoas que tinham ódio. Às vezes, um filho que perdeu um pai na mão de Lampião por alguma intriga, alguma briga, vai crescer com aquilo ali em mente e quem sabe um dia ele pudesse até tirar a vida de um cangaceiro, pensando naquela atrocidade acometida com a família dele.

A gente tem que entender um personagem controverso como Lampião, que policiais de sete estados estavam em busca dele, querendo a cabeça dele, e conseguiram. Aqui na Grota do Angico, onde eu moro, morreram Lampião, Maria Bonita e mais nove cangaceiros. 

 

Em eleições para o Senado direita tem se saído melhor que a esquerda em Pernambuco





 

Embora um dos grandes debates que Pernambuco experimenta hoje em torno dos candidatos ao Senado esteja fixado na tese da possibilidade ou não do estado eleger este ano dois senadores de esquerda, como defende a ex-deputada federal Marília Arraes, o que é contestado pelo PT e pelo senador Humberto Costa, a história dos últimos 36 anos de eleições pernambucanas demonstra que nesse período que coincide com a redemocratização do país – o pleito de 1982 ficou de fora porque foi feito com voto vinculado e no Nordeste a direita saiu vencedora em todos os estados – Pernambuco mandou para Brasília nesse período 7 senadores de centro-direita e direita e 5 de esquerda e centro-esquerda.


Senadores de esquerda e centro- esquerda só foram eleitos no período Mansueto de Lavor (1986) Roberto Freire (1994), Jarbas Vasconcelos (2006 e 2018), Humberto Costa (2010 e 2018) e Teresa Leitão (2022). De direita e centro foram eleitos Antonio Farias (1986), Marco Maciel (1990 e 2002), Carlos Wilson (1994), José Jorge (1998), Sérgio Guerra (2002) , Armando Monteiro (2010) e Fernando Bezerra (2014). Mesmo nos anos em que só um senador foi eleito, a esquerda só conseguiu isso com Jarbas (2006) e Teresa Leitão (2022), já a direita emplacou Marco Maciel (1986), José Jorge (1998) e Fernando Bezerra (2014).


Embora não se possa projetar o futuro pelo que aconteceu no passado, o receio do PT de que com Marília candidata Humberto Costa seja prejudicado, estaria plenamente justificado, à luz da história. Mesmo nos anos em que o estado escolheu dois senadores, como acontece agora em 2026, só houve um caso em que os dois senadores eram de esquerda e centro-esquerda. Foi em 2018 quando Humberto e Jarbas foram eleitos. Em 1986 venceram Mansueto e Farias, em 1994 foi a vez de Carlos Wilson e Roberto Freire e em 2010 Humberto e Armando Monteiro.


Raquel Lyra e João Campos e as lições do passado


Na perspectiva histórica onde está demonstrando que em ano de dois senadores o estado costuma eleger um de esquerda e outro de direita, o prefeito João Campos e a governadora Raquel Lyra estarão dentro do figurino se escolherem um nome mais à esquerda e outro mais à direita. Como lembrava ontem um deputado estadual experiente “a eleição deste ano, além da questão ideológica, deve ser a primeira em que o candidato eleito pode não eleger os dois senadores, como aconteceu historicamente com Miguel Arraes em 1986 e 1994, com Jarbas em 2002, com Eduardo Campos em 2010 e com Paulo Câmara em 2018, ainda sob a influência do legado de Eduardo.


Dueire em busca da reeleição


O senador Fernando Dueire, que recebeu na semana passada o apoio de 10 prefeitos do Sertão do Araripe, nesta segunda-feira agregou o apoio de seis prefeitos do Mata Norte, durante a solenidade em que ele recebeu o título de Cidadão de Macaparana. Ele foi recepcionado pelo deputado estadual Antonio Moraes e, antes do evento, gravou um vídeo ao lado do deputado e dos seis prefeitos em que um por um anunciaram apoio à reeleição da governadora Raquel Lyra.


Paes Barreto falta a reunião do TJ

O desembargador Ricardo Paes Barreto não compareceu à reunião desta segunda-feira no Tribunal de Justiça onde deveria ser encerrado o julgamento da ação do Governo do Estado para reconhecimento da LOA – Lei Orçamentária Anual – na configuração enviada à Alepe pelo Executivo e não na que foi emendada pelo Legislativo. A turma que aprecia o assunto tem 20 desembargadores e o Executivo já conseguiu 17 votos favoráveis, mas como Ricardo Barreto pediu vistas da ação, o julgamento só prossegue quando ele apresentar o seu voto.




BLOG DELLAS

Nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e bate recorde histórico na geração de energia limpa no Brasil



 

Vista aérea de turbinas eólicas em funcionamento em meio a campos verdes sob céu claro.

 



Nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e amplia recordes na geração de energia limpa

O nordeste consolida liderança em produção de energia eólica ao registrar novos recordes de geração de energia limpa no Brasil. Os estados da região ampliaram a participação na matriz elétrica nacional e reforçaram o protagonismo no setor de fontes renováveis, especialmente na energia dos ventos.

A marca histórica confirma a força do potencial natural da região e destaca estados como Rio Grande do Norte, Bahia, Ceará e Piauí como protagonistas na expansão da geração sustentável. Além disso, os números reforçam a importância estratégica do Nordeste para a segurança energética do país.

Nesse contexto, o crescimento da energia eólica impacta diretamente a economia regional, gera empregos e fortalece a transição energética brasileira.


Recorde histórico impulsiona matriz energética brasileira

Os parques eólicos instalados no Nordeste operam com alto fator de capacidade, resultado da constância e intensidade dos ventos na região. Por isso, a produção supera médias nacionais e contribui de forma expressiva para o Sistema Interligado Nacional.

O nordeste consolida liderança em produção de energia eólica ao responder por grande parte da geração dessa fonte no país. Além disso, em determinados períodos do ano, a região já consegue produzir energia suficiente para atender toda a demanda local e ainda exportar excedente para outras regiões.

Enquanto isso, o avanço tecnológico das turbinas amplia a eficiência dos aerogeradores. Equipamentos mais modernos captam ventos em diferentes altitudes e aumentam a produtividade dos parques.


Nordeste consolida liderança em produção de energia eólica: a geração de energia dos ventos

O Rio Grande do Norte mantém posição de destaque como maior produtor de energia eólica do Brasil. O estado concentra dezenas de parques em operação e segue recebendo novos investimentos.

Além disso, a Bahia ocupa posição estratégica ao combinar geração eólica e solar em larga escala. O território baiano atrai investidores pela extensão territorial e pelo potencial natural.

O Ceará também apresenta forte tradição no setor. O estado desenvolve cadeias produtivas ligadas à indústria de equipamentos eólicos.

Já o Piauí amplia rapidamente sua participação com novos projetos em implantação.

Dessa forma, o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica com uma combinação de fatores naturais e estratégicos.


Crescimento da energia limpa movimenta economia regional

A expansão da energia eólica gera impactos econômicos diretos. Empresas instalam parques, contratam mão de obra e movimentam a cadeia de fornecedores.

Além disso, municípios recebem arrecadação adicional por meio de tributos e arrendamentos de terras. Proprietários rurais firmam contratos para instalação de aerogeradores, o que garante renda extra.

Nesse contexto, o setor eólico fortalece economias locais e estimula qualificação profissional.

Ao mesmo tempo, universidades e centros técnicos ampliam cursos voltados à engenharia elétrica, energias renováveis e manutenção industrial.


Nordeste se torna referência em transição energética

O nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e assume papel central na transição energética brasileira. A região demonstra que fontes renováveis podem sustentar crescimento econômico com menor impacto ambiental.

Além disso, a combinação entre energia dos ventos e geração solar cria matriz diversificada e resiliente.

Enquanto isso, investidores internacionais acompanham o desempenho regional com interesse crescente. O potencial de expansão ainda é significativo, especialmente em áreas com baixa densidade populacional.

Por isso, a região se posiciona como polo estratégico para novos projetos de energia limpa.


Energia eólica reduz emissões e fortalece metas ambientais

A geração eólica não emite gases poluentes durante a operação. Assim, o aumento da participação dessa fonte contribui para redução das emissões de carbono no setor elétrico.

Nesse cenário, o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica ao mesmo tempo em que apoia compromissos ambientais assumidos pelo Brasil em acordos internacionais.

Além disso, empresas que utilizam energia renovável fortalecem compromissos ESG e ampliam competitividade no mercado global.

Dessa forma, a expansão eólica se conecta diretamente às metas climáticas e às exigências do mercado internacional.


Infraestrutura e integração ao sistema nacional e como o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica

A expansão da energia eólica exige investimentos em linhas de transmissão. O Nordeste ampliou sua infraestrutura para escoar a produção até os grandes centros consumidores.

Além disso, a integração ao Sistema Interligado Nacional permite compensação de variações na geração. Quando os ventos diminuem em uma área, outras regiões podem complementar a oferta.

Enquanto isso, operadores monitoram a estabilidade do sistema para garantir segurança energética.

Nesse contexto, o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica sem comprometer a confiabilidade do abastecimento.


Avanço tecnológico impulsiona produtividade

Os aerogeradores modernos alcançam alturas superiores a 100 metros e captam ventos mais constantes. Além disso, as pás maiores ampliam área de captação.

Essa evolução tecnológica aumenta o fator de capacidade dos parques instalados no Nordeste.

Ao mesmo tempo, empresas utilizam sistemas digitais para monitorar desempenho em tempo real. Sensores analisam velocidade do vento, vibração e eficiência operacional.

Assim, operadores mantêm alta produtividade e reduzem custos de manutenção.


Energia limpa atrai novos investimentos

O nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e atrai investidores nacionais e estrangeiros.

Além disso, a previsibilidade do regime de ventos garante estabilidade de geração ao longo do ano. Esse fator reduz riscos e amplia segurança para financiamentos.

Enquanto isso, bancos e instituições financeiras direcionam recursos para projetos sustentáveis.

Dessa forma, a região consolida ambiente favorável para expansão contínua do setor.


Impactos sociais e geração de empregos

A construção de parques eólicos gera milhares de empregos temporários e permanentes. Técnicos, engenheiros e profissionais da construção civil participam das etapas de implantação.

Além disso, a operação e manutenção criam oportunidades de longo prazo.

Nesse contexto, o setor contribui para reduzir desigualdades regionais e ampliar renda em áreas do interior.

Ao mesmo tempo, a qualificação profissional impulsiona desenvolvimento humano.

O Nordeste também lidera crescimento da energia solar. A combinação entre sol e vento fortalece estabilidade da geração renovável.

Durante o dia, a energia solar atinge pico de produção. À noite, a energia eólica mantém fornecimento.

Assim, o sistema ganha equilíbrio e reduz dependência de fontes térmicas.

O nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e, simultaneamente, amplia participação da geração fotovoltaica.


Perspectivas para os próximos anos

Especialistas projetam continuidade do crescimento eólico na região. Novos leilões de energia e investimentos privados devem ampliar capacidade instalada.

Além disso, projetos de hidrogênio verde surgem como nova fronteira. A energia eólica pode abastecer plantas industriais voltadas à produção desse combustível limpo.

Enquanto isso, governos estaduais desenvolvem políticas para atrair indústrias ligadas ao setor renovável.

Nesse cenário, o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica com perspectivas de expansão sustentável.


Nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e assume protagonismo energético nacional

O recorde recente confirma que a região se tornou peça-chave no abastecimento elétrico do país.

Além disso, a liderança na energia dos ventos fortalece imagem do Nordeste como polo de inovação energética.

Por isso, o avanço da geração limpa não representa apenas um marco estatístico. Ele simboliza transformação estrutural na matriz elétrica brasileira.

Nesse contexto, o nordeste consolida liderança em produção de energia eólica e amplia sua importância estratégica para o desenvolvimento sustentável do Brasil.

 

Os ventos do Nordeste estão nas mãos dos estrangeiros: quase 70% dos parques eólicos da região pertencem a empresas internacionais, com França, China e Itália liderando os investimentos em energia do vento no Brasil


 



Empresas estrangeiras controlam 68,9% dos parques eólicos do Nordeste, região responsável por mais de 90% da geração de energia do vento no Brasil, aponta levantamento acadêmico com 156 empreendimentos franceses, 117 chineses e 94 italianos

O controle estrangeiro sobre parques eólicos no Nordeste brasileiro alcança 68,9% dos empreendimentos, enquanto 30% possuem capital misto. A região concentra mais de 90% da geração nacional de energia eólica no Nordeste, segundo levantamento acadêmico baseado em dados sobre outorgas e empreendimentos.

A maior parte dos parques eólicos instalados no Nordeste pertence a empresas estrangeiras. De acordo com o estudo, 68,9% dos empreendimentos são controlados por capital internacional, enquanto cerca de 30% operam com investimentos mistos, combinando recursos nacionais e estrangeiros.

Os dados foram reunidos pela pesquisadora Monalisa Lustosa, doutoranda em geografia na Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, a Unesp. 

O levantamento integra a tese da pesquisadora e será acompanhado de um mapa interativo que apresenta a localização das usinas eólicas e a identificação do que ela denomina “donos do vento”.

A região Nordeste também concentra o maior número de autorizações concedidas pela Agência Nacional de Energia Elétrica para a instalação de complexos eólicos.

Essa concentração contribui para que a energia eólica no Nordeste responda por mais de 90% da eletricidade gerada a partir do vento no Brasil.

Energia eólica no Nordeste e a presença dominante de capital estrangeiro

Entre os países que mais possuem parques eólicos na região, a França lidera com 156 empreendimentos. Em seguida aparecem a China, com 117 parques, e a Itália, com 94 instalações registradas no Nordeste brasileiro.

Segundo Lustosa, esses números ajudam a revelar como o capital internacional tem presença predominante na exploração do potencial eólico da região.

O levantamento também busca evidenciar a relação entre os investimentos estrangeiros e o controle das outorgas para geração de energia.

A pesquisadora afirma que a agenda global da transição energética precisa ser analisada de forma crítica.

Em entrevista ao programa Conversa Bem Viver, ela afirmou que o conceito de desenvolvimento sustentável não deve ser tratado sem questionamentos.

Para Lustosa, a agenda da transição energética é formulada fora da América Latina, principalmente por corporações transnacionais e por países que dominam essa agenda global.

Debate sobre desenvolvimento sustentável e transição energética

A geógrafa descreve o desenvolvimento sustentável como um conceito criado em países ocidentais e posteriormente aplicado em territórios latino-americanos. Segundo ela, esse processo ocorreu de forma que considera colonizadora.

Na avaliação da pesquisadora, o debate envolve uma dicotomia. A geração de energia renovável reduz emissões de carbono na cadeia produtiva, mas pode produzir impactos sociais nos territórios onde os empreendimentos são instalados.

Ela afirma que a expansão da energia eólica no Nordeste pode ser interpretada de maneiras distintas.

Enquanto a presença das torres eólicas sugere avanço tecnológico e desenvolvimento energético, comunidades locais relatam impactos sobre seus territórios.

Lustosa menciona que alguns grupos enfrentam processos de deslocamento e perda de vínculos territoriais diante da instalação dos empreendimentos.

Relatos de comunidades tradicionais e impactos territoriais

A pesquisa reúne relatos de pescadores, marisqueiras, quilombolas, trabalhadores rurais assentados da reforma agrária e comunidades tradicionais de fundo e fecho de pasto em diferentes localidades do Nordeste.

Segundo esses depoimentos, muitas comunidades afirmam possuir pouca informação sobre os projetos eólicos instalados em suas regiões. Os moradores relatam que protocolos de consulta e escuta ativa não são seguidos em diversos casos.

Alguns desses grupos descrevem a situação como lidar com um “inimigo oculto”, por conta da falta de clareza sobre os processos de instalação dos parques eólicos.

Dentro da pesquisa, Lustosa utiliza a expressão territorialização dos ventos para descrever a concentração de outorgas e o domínio do capital estrangeiro nos projetos de energia eólica no Nordeste.

Organização social e propostas de transição energética justa

Além de analisar os impactos dos empreendimentos, o estudo também observa formas de organização social nas regiões afetadas. Um dos exemplos mencionados é o Movimento de Atingidos pelas Renováveis, conhecido pela sigla MAR.

O movimento atua na defesa de territórios afetados por projetos eólicos e solares. Entre as reivindicações apresentadas está a defesa de uma transição energética considerada justa e popular.

A pesquisadora aponta que a organização coletiva dessas comunidades tem relação com a defesa do território como elemento de identidade.

Ela menciona que essa visão se aproxima da forma como o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra compreende o território.

Lustosa também cita o conceito de cosmovisão proposto pelo pensador quilombola Nego Bispo, que valoriza a ancestralidade e a circularidade do tempo.

Segundo a pesquisadora, experiências de uso de tecnologias renováveis também têm sido desenvolvidas por movimentos sociais.

Em cooperativas de assentados, sistemas de energia solar foram incorporados a agroindústrias, ampliando a capacidade produtiva e reduzindo custos.

Ela afirma que essas experiências ocorrem em diferentes locais, incluindo áreas da Paraíba, da região de Pombal, do Piauí e de outras localidades.

Para a pesquisadora, esses exemplos representam possibilidades de organização territorial que ela descreve como “territórios de esperança”, onde comunidades buscam compreender e utilizar tecnologias energéticas ao mesmo tempo em que defendem seus territórios.

Com informações de Brasil de Fato.

 


Câmara dos Deputados aprova Piso Salarial Nacional de R$ 3 mil para Garis


 



A Câmara dos Deputados aprovou o Projeto de Lei nº 4146/2020, que estabelece um Piso Salarial Nacional de R$ 3 mil para os trabalhadores da limpeza urbana, conhecidos como Garis. A proposta busca valorizar a categoria, responsável pela coleta de resíduos, varrição de ruas e manutenção da limpeza das Cidades.

Além do piso salarial, o texto prevê adicional de insalubridade em grau máximo, equivalente a 40% do salário, em razão das condições de risco enfrentadas diariamente pelos profissionais que lidam com resíduos e materiais potencialmente contaminantes.


 
 

Outro ponto da proposta é a garantia de aposentadoria especial para trabalhadores vinculados ao Regime Geral de Previdência Social que exerçam atividades que possam prejudicar a saúde ou a integridade física ao longo do tempo.

O Projeto também prevê benefícios adicionais, como vale-alimentação, cesta básica mensal e plano de saúde, que deverão ser definidos por meio de convenções ou acordos coletivos. Esses benefícios, no entanto, não integrarão o salário base.

segunda-feira, 9 de março de 2026

Senador Dueire apresenta plano nacional para recuperar estradas vicinais do Brasil


 




O senador Fernando Dueire apresentou nesta quarta (04), no plenário do Senado Federal, o Projeto de Lei 740/2026, que institui o Plano Nacional de Construção e Melhorias de Estradas Vicinais de Terra. A proposta cria uma política pública permanente voltada à recuperação e manutenção das vias que conectam áreas rurais às rodovias estaduais e federais.

Ao defender a matéria da tribuna, o senador destacou que o projeto dialoga com o “Brasil real”, que produz e sustenta a economia nacional. “As estradas vicinais são o elo entre o campo e a cidade. Quando estão em más condições, não é apenas a mobilidade que sofre — é a dignidade das pessoas”, afirmou o senador pernambucano.

O PL estabelece critérios técnicos de priorização, garantindo que os investimentos alcancem primeiro os trechos de maior impacto econômico e social, especialmente aqueles que asseguram o escoamento da produção agrícola e o acesso contínuo a comunidades rurais, escolas e unidades de saúde.

A proposta também define metas e indicadores objetivos para acompanhamento dos resultados, como redução de trechos intransitáveis, diminuição de custos logísticos e melhoria na segurança viária. Entre as intervenções previstas estão nivelamento e compactação do solo, correção de traçados críticos, implantação de sinalização, contenção de erosões e combate a atoleiros.

Outro ponto central é o modelo de cooperação federativa: estados e municípios serão responsáveis pela execução das obras, com apoio técnico e financeiro da União. “O Brasil que alimenta o mundo não pode continuar atolado na lama da falta de infraestrutura básica. Investir em estradas vicinais é investir em desenvolvimento regional, inclusão social e justiça territorial”, reforçou o senador.

Antes de ser apresentado no Senado, o projeto foi discutido pelo senador com o presidente da Confederação Nacional dos Municípios, Paulo Ziulloski. “Fiz questão de dialogar com a Confederação Nacional dos Municípios porque são os prefeitos que vivem essa realidade todos os dias. Esse projeto nasce da escuta, da parceria e do compromisso de transformar uma demanda histórica dos municípios em política pública permanente”, destacou Dueire.

Redação com assessoria Foto: divulgação

e-mail: redacao@blogdellas.com.br

De vendedor de caixas de fósforo na Feira de Caruaru a comerciante vitorioso


Um original - Tavares Neto

Hoje contamos a história de vida de João Bosco Leite, exemplo de dedicação e perseverança. Filho de Domício Leite Freitas e Laura Ferreira Leite, sertanejos que trabalhavam no Curtume Souza Irmãos, localizado no bairro da Rua Preta, o casal criou quinze filhos — doze mulheres e três homens — com muito esforço e dignidade.


João Bosco cursou o ensino primário em Caruaru, mas precisou enfrentar cedo as dificuldades da vida. Ele relembra que, na infância, sequer possuía roupas adequadas para vestir. Naquela época, Caruaru era o maior polo produtor de calçados do Nordeste. Bosco passou a trabalhar como ajudante de sapateiro, confeccionando sapatos com solado de pneus. O pai demonstrava preocupação com sua saúde, pois, mesmo utilizando máscara, suas narinas ficavam impregnadas de resíduos, prejudicando sua respiração.

Determinado a melhorar de vida, começou a vender caixas de fósforo na tradicional Feira de Caruaru. Carregava os produtos em uma arupemba de palha amarrada à cintura e circulava pelo Beco do Mercado de Farinha, especialmente aos sábados, dia de maior movimento. Para conseguir uma vaga no local, da sexta-feira para o sábado ficava acordado, pois, se não chegasse cedo, não conseguiria espaço. Foi ali que descobriu sua vocação para o comércio.

Durante a semana, de segunda a sexta-feira, trabalhou no Curtume Souza Irmãos, substituindo o irmão José Leite, que havia quebrado o braço. Seu empenho chamou a atenção de Humberto de Souza, um dos proprietários da empresa, que lhe disse: “Você vai continuar trabalhando aqui, porque não é preguiçoso e se dedica ao serviço.”

Além do trabalho, Bosco também se dedicou ao esporte. Quando jovem, jogou futebol no time juvenil do Vera Cruz, tornando-se campeão do Centenário de Caruaru, em 1957, ano marcante em que o time titular conquistou o tricampeonato da cidade ao vencer o Central Sport Clube.

Mesmo assim, Bosco alimentava um sonho: deixar de ser operário e tornar-se comerciário. Conseguiu emprego na Livraria Estudantil como vendedor, e em seis meses o Dr. Galvão Cavalcante o colocou como chefe de balcão. Tornou-se rapidamente o maior vendedor da loja.
Era 1958, ano inesquecível em que a Seleção Brasileira conquistou seu primeiro título mundial na Suécia.

Jovem e apaixonado, Bosco casou-se com Maria do Carmo Vilela Leite, natural de Sanharó-PE. Reconhecendo seu talento, Dr. Galvão o promoveu à gerência de uma das maiores empresas do comércio caruaruense.

Sempre buscando aprimoramento, Bosco fez curso de Administração de Empresas e também Gerência de Vendas, ambos no Senac, e aplicou os conhecimentos adquiridos na gestão da Livraria Estudantil, que cresceu financeiramente e consolidou sua reputação pelo bom atendimento ao público e aos fornecedores.

Do casamento nasceram quatro filhos: Sávio Murilo Leite, administrador de empresas; Suely Vilela, farmacêutica; Silvia Vilela, médica; e Silvana Vilela, engenheira civil.
 

 

Em 1986, Bosco pediu desligamento da empresa e, atendendo ao pedido do filho Sávio Murilo, decidiu abrir a Livraria Pesqueirense na cidade de Pesqueira. Embora tivesse recebido a promessa de apoio do Dr. Galvão — com fornecimento de produtos e apresentação a fornecedores — a ajuda não se concretizou, e a loja funcionou na cidade por apenas 58 dias. Sem guardar mágoas, Bosco retornou a Caruaru e inaugurou a Livraria Dom Bosco, na Rua Vigário Freire, nº 24. 

O empreendimento foi um sucesso. Em 1988 comprou um imóvel na Rua Vigário Freire, nº 10, onde funcionou a Farmácia Ferreira que marcou época em Caruaru. Em 1989 construiu no local um edifício de quatro andares e, no fundo desse prédio, adquiriu uma loja na Travessa Ana Galvão, nº 30, loja esta que pertencia ao conhecido vendedor de discos de vinil Djalma Lourenço, o Djalma da Hi-Fi Disco.

Em pouco tempo, adquiriu o prédio na Praça Coronel João Guilherme, onde funcionaram as Lojas Paulista e também as Casas Pernambucanas. No local, hoje está instalada a Livraria Cabral, do mesmo grupo de empreendimentos.

Seguindo os passos do pai, Sávio Murilo Leite destacou-se como empreendedor. Adquiriu a tradicional Casa Cabral, na mesma praça, do saudoso Manoel Cabral. A empresa é referência no comércio local. Além disso, Sávio também atua na pecuária, sendo proprietário de fazenda na zona rural de Agrestina e reconhecido como um dos importantes empreendedores do setor na região.

Aos 86 anos, João Bosco Leite mantém-se ativo e em plena saúde. Poderia vender seus negócios ou viver apenas de rendimentos, mas prefere continuar trabalhando. Tem o hábito de acordar cedo, dormir tarde e não é de ficar em casa vendo o tempo passar.

Bosco integra a Associação Comercial e Empresarial de Caruaru e a Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) do município.

Figura muito querida na cidade, João Bosco Leite nunca esquece o conselho deixado pelo pai:

“Seja humilde, honesto e tenha respeito às pessoas mais velhas.”