terça-feira, 21 de abril de 2026

Cantor Isaac Sá morre aos 80 anos em Pernambuco

 Isaac Sá deixa um importante legado na comunidade evangélica - era Presbiteriano

A música gospel de Pernambuco perdeu, na segunda-feira, 20 de abril, um de seus maiores expoentes. O cantor e compositor Isaac Sá faleceu aos 80 anos, após dedicar mais de 40 anos de sua vida à composição e interpretação de hinos que marcaram a história das igrejas evangélicas no Nordeste.

O falecimento foi confirmado por amigos próximos e familiares, gerando uma onda de comoção entre fiéis e admiradores do trabalho do veterano. Isaac Sá construiu uma carreira sólida, destacada pela profundidade de suas letras.

Diferente do mercado fonográfico contemporâneo, que foca em tendências passageiras, o compositor era conhecido por manter a essência dos hinos tradicionais, utilizando sua voz marcante para consolidar um estilo que unia a fé à identidade regional.

Ao longo de quatro décadas, ele se tornou uma referência de longevidade artística, provando que a música religiosa possui um público fiel e uma força cultural capaz de atravessar gerações.

A Saúde do Artista

A divulgação inicial sobre a morte do músico partiu de Ademir Gomes, o "Matuto de Jesus".  Segundo informações colhidas, Isaac já apresentava um quadro de saúde delicado, comum ao processo de envelhecimento, o que o afastou das apresentações públicas nos últimos tempos. A família do cantor, embora tenha confirmado o óbito, preferiu manter o sigilo sobre as causas diretas da morte. 

Trajetória

Nascido em Caruaru, em 17 de junho de 1945, sob o nome de batismo Isaac Lima Sá, o cantor se destacou no cenário evangélico pernambucano com uma voz forte e um repertório que ganhou espaço em igrejas, rádios e eventos cristãos. Ao longo da carreira, lançou mais de uma dezena de discos, entre LPs e CDs, consolidando-se como referência no gênero.

Entre os trabalhos mais lembrados está a coletânea "Pra Matar Saudades", organizada por sua filha, Débora Sá, que reuniu canções conhecidas do público, como "Jesus é Tudo", "Cântico Novo", "Anjo Bom" e "Festa na Catedral". Já músicas como "Regresso" e "Taxista de Cristo" também ajudaram a manter seu nome presente no universo gospel e ampliaram o alcance de sua obra.
Vida em Recife

Nos últimos anos, Isaac Sá vivia em Recife, onde conciliava a rotina musical com atividades empresariais à frente da rede de lojas Casas Sá. Mesmo fora dos palcos com a mesma frequência de antes, continuava sendo reconhecido como uma figura ativa e respeitada no meio evangélico pernambucano.
Despedida em Jaboatão

O velório será realizado nesta terça-feira, 21 de abril, a partir das 11h, no Cemitério Memorial Guararapes, na BR-101, em Jaboatão dos Guararapes. O sepultamento está previsto para as 15h, no mesmo local.

A despedida deve reunir familiares, amigos, admiradores e representantes da comunidade evangélica, que agora se voltam à memória de um artista que transformou fé em música e deixou uma marca profunda na cultura religiosa pernambucana.


 


  

 

Resistência e memória em “Exaltação a Tiradentes” de Chico Buarque


Exaltação a Tiradentes

Chico Buarque 


Composição: Mano Decio da Viola, Estanislau Silva, Penteado.

A música “Exaltação a Tiradentes”, interpretada por Chico Buarque, utiliza a figura histórica de Tiradentes para abordar temas de integridade, resistência e luta pela liberdade.

 
A repetição do verso “Foi traído e não traiu jamais” destaca a honestidade e o compromisso de Tiradentes com sua causa, ao mesmo tempo em que sugere uma crítica indireta a contextos de opressão e traição política. 
 
Esse aspecto se torna especialmente relevante nas regravações da década de 1970, período marcado pela ditadura militar no Brasil, quando a canção passou a ser vista como um símbolo de resistência cultural.

Originalmente composta como samba-enredo para o carnaval de 1949, a música vai além do ambiente festivo ao transformar Tiradentes em um ícone nacional da luta pela independência. 
 
Trechos como “Foi sacrificado pela nossa liberdade” reforçam o sacrifício pessoal do mártir em prol do coletivo. Ao afirmar que “este grande herói para sempre há de ser lembrado”, a letra enfatiza a importância de manter viva a memória dos que enfrentaram a opressão. Assim, “Exaltação a Tiradentes” não apenas homenageia um personagem histórico, mas também serve como um manifesto atemporal em defesa da liberdade e da justiça no Brasil.

 


 

segunda-feira, 20 de abril de 2026

PREFEITO DE ANGELIM É UM PACIENTE DO TFD

Na Secretaria de Saúde, o prefeito Caíque marca sua viagem para Recife


 

A viagem dos pacientes angelinenses para Recife e que realizam Tratamento Fora do Domicílio (TFD) esta semana, encaminhados pela Secretaria Municipal de Saúde, da cidade de Angelim, causou algo diferente. Entre eles estavam o prefeito Caíque e a primeira dama Taciana.

A surpresa foi geral, Caíque na qualidade de paciente, aproveitou a oportunidade para conhecer todos os trâmites, desde o atendimento inicial, os detalhes do caminho, até chegar na capital pernambucana e se dirigir para a Pousada de Apoio mantida pela gestão local.

É a primeira vez que um prefeito da região do Agreste Meridional de Pernambuco pratica uma ação desta natureza, vivenciando o trabalho burocrático com agendamento para o veículo até a hospedagem na Pousada de Apoio.

Para quem nunca viajou necessitando de atendimento médico, o exemplo do prefeito Caíque, é mais do que didático. Caíque foi eficiente e repassou conhecimentos no passo a passo, para os “marinheiros de primeira viagem”. Agora, sem dúvida, todos entendem como funciona o TFD em Angelim.
 
O vídeo a seguir é rico em informações. Acompanhe a trajetória de Caíque, pacientes e acompanhantes. Para ver em tela cheia pode posicionar o celular na vertical.
 
O veículo TFD de Angelim é altamente confortável. Durante o trajeto é servido lanche. Tudo é gratuito, Caíque experimentou, e sentiu como é uma viagem para tratamentos complexos.

 
 
 

MARCOS MOURA - COMENTA

 



É muito difícil avaliarmos uma administração pública, cada um tem um modo de pensar. A idolatria a líderes (como Lula ou Bolsonaro), transforma a política em religião ou futebol, dividindo famílias, prejudicando o debate democrático e podendo justificar violências.

Há exceção? Há, lógico.Vou me referir a político que deixa o cargo. Ele fica no esquecimento? Depende. 

Se sofreu condenações por corrupção, sua gestão em frequentes crises, contas não aprovadas, afastamento do cargo por irregularidades, não governar para todos, e muito mais, tudo isso gera insatisfação popular, proporcionando ao ex-gestor, inteira rejeição com total desprezo social.

Quando digo que há exceção, fiz um arrudeio, pequenas voltas para chegar até aqui. Qual o motivo de Douglas Duarte ex-prefeito de Angelim se manter em voga? São diversas razões. Ao longo dos seus oito anos de governo, soube manter uma base de apoio ativa com lideranças voltadas para os anseios populares. 

Sua gestão foi bem avaliada. Alta aprovação popular, daí, fez o seu sucessor.

Não possibilitou a improbidade administrativa, não foi apenado com processos judiciais.

Das oito contas do seu governo, sete aprovadas pelo TCE, faltando apenas uma que este ano será endereçada pelo Tribunal de Contas do Estado.

Enfrentou pandemia. Enfrentou crise financeira no país, deixou o seu mandato com realização de obras e investiu muito no social. Manteve os noventa e seis meses de sua administração, pagando em dias o salário do servidor e os fornecedores, tornou-se um líder.

Hoje Douglas é um profícuo empresário, mantendo sua postura popular e sua simplicidade. 

Permanece com sua dinâmica na política, consolida uma forte amizade pessoal com o prefeito Caíque, independente do poder político, fortalecendo até outras parcerias e apoios.

Portanto, possa ser que Bolsonaro em virtude de sua Gestão da Pandemia, Declarações sobre os Pobres, Direitos Humanos e Minorias, Estilo de Governo, provavelmente tenha o desprezo social. 

Em Angelim é diferente, Douglas e Caíque, têm o reconhecimento público. 

Eis a exceção.