É muito difícil avaliarmos uma administração pública, cada um tem um modo de pensar. A idolatria a líderes (como Lula ou Bolsonaro), transforma a política em religião ou futebol, dividindo famílias, prejudicando o debate democrático e podendo justificar violências.
Há exceção?
Há, lógico.Vou me referir a político que deixa o cargo. Ele fica no esquecimento? Depende.
Se sofreu
condenações por corrupção, sua gestão em frequentes crises, contas não
aprovadas, afastamento do cargo por irregularidades, não governar para todos, e
muito mais, tudo isso gera insatisfação popular, proporcionando ao ex-gestor, inteira rejeição com total desprezo social.
Quando digo que há exceção, fiz um arrudeio, pequenas voltas para chegar até aqui. Qual o motivo de Douglas Duarte ex-prefeito de Angelim se manter em voga? São diversas razões. Ao longo dos seus oito anos de
governo, soube manter uma base de apoio ativa com lideranças voltadas para os
anseios populares.
Sua
gestão foi bem avaliada. Alta aprovação popular, daí, fez o seu sucessor.
Não
possibilitou a improbidade administrativa, não foi apenado com processos
judiciais.
Das oito
contas do seu governo, sete aprovadas pelo TCE, faltando apenas uma que este ano
será endereçada pelo Tribunal de Contas do Estado.
Enfrentou pandemia. Enfrentou crise financeira no país, deixou o seu mandato com realização de obras e investiu muito no social. Manteve os noventa e seis meses de sua administração, pagando em dias o salário do servidor e os fornecedores, tornou-se um líder.
Hoje Douglas é um profícuo empresário, mantendo sua postura popular e sua simplicidade.
Permanece
com sua dinâmica na política, consolida uma forte amizade pessoal com o
prefeito Caíque, independente do poder político, fortalecendo até outras
parcerias e apoios.
Portanto, possa ser que Bolsonaro em virtude de sua Gestão da
Pandemia, Declarações
sobre os Pobres, Direitos Humanos e Minorias, Estilo de Governo, provavelmente tenha o desprezo social.
Em Angelim é diferente, Douglas e Caíque, têm o reconhecimento público.
Eis a exceção.