Geraldo Cardoso – o Matuto de Luxo, de Quebrangulo, terra de Graciliano Ramos, tem 38 anos de carreira, 22 trabalhos gravados e quase 200 composições gravadas por nomes como Adelmario Coelho, Flávio José, Jorge de Altinho e Fulô de Mandacaru.
De 2005 para 2026: o nordestino que não precisou migrar
Em 2005, “Um Matuto em Nova Iorque”, na voz de Geraldo, embalou a novela América, da TV Globo, e virou símbolo do nordestino que saía da terra para tentar a vida em São Paulo, no Rio ou até em Nova Iorque.
Hoje, em 2026, a realidade mudou. O nordestino não precisa mais migrar para refazer a vida. Hoje, aqui mesmo, ele se dá bem.
E quem melhor para dizer isso do que Geraldo? O intérprete que não migrou para Nova Iorque, mas fez seu nome na novela com essa música que é dele, que é nossa.
Geraldo ficou, cantou sua terra, e sua terra o consagrou.“Não Toque Essa Música” – proibida só no nome.
Ficou arretada!
Agora ele lança sua versão forrozeira de “Não Toque Essa Música”, clássico de Célio Roberto e Antônio José, sucesso de 1974 e dos anos 90 com Adelino Nascimento.
Como antigamente se fazia questão de tocar “Um Matuto em Nova Iorque”, hoje o “Não Toque” é proibida só no nome, pois todos querem ouvi-la.
É o gatilho da memória. Quem viveu o tempo da radiola de ficha sabe bem o que é isso. Eu ouvia umas 30 a 40 vezes “Não Toque Essa Música” e a galera gritava: toca... toca... toca...Era assim: o povo pedia para não tocar, mas no fundo queria ouvir de novo, e de novo, e de novo.
Porque uma boa música nunca envelhece, só espera a próxima cena para conquistar um público novo — como agora, na interpretação de Geraldo Cardoso.
A música já está estourada no YouTube, Spotify, Deezer, Instagram, Apple Music, Tik Tok, Shazam e em todas as plataformas.
Lançamento do projeto “Todos os Sonhos”, pela Polydisc / Polymusic, com clipe gravado no Recife.
É tradição, é forró, é Geraldo Cardoso. O matuto que ficou, venceu aqui mesmo, e hoje faz o Brasil inteiro cantar: toca... toca... toca... Pense numa banda boa. É de Geraldo Cardoso.






