Fim da taxa das blusinhas pode quebrar o Agreste
Sem socorro urgente de Lula e Raquel, Polo de Confecções pode virar deserto.
O fim da taxa de importação para compras de até 50 dólares da China é uma bomba atômica no coração do Polo de Confecções de Pernambuco.
Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, que empregam mais de 200 mil pessoas direta e indiretamente, não estão competindo com outra fábrica. Estão competindo com o governo chinês, que subsidia, paga frete e vende aqui mais barato do que o custo da nossa linha.
O que acontece na prática:
1. Os donos de confecção pagam imposto, energia cara, paga tecido caro e funcionário com carteira.
2. O site chinês vende a blusa pronta por R$ 29,(um exemplo) sem imposto, sem gerar um emprego aqui.
Resultado: O Polo poderá ficar no vermelho, com muitos galpões prestes a fechar suas portas.
Ainda tem solução? Tem, mas tem que ser rápida:
1. Igualdade de armas - Ou volta a taxação justa de 60% para importado, ou tem que desonerar o nosso produtor. Não dá para um pagar tudo e o outro nada.
2. Selo "É do Polo" - O pernambucano precisa ter orgulho de comprar do Polo. Uma campanha forte do Governo do Estado mostrando que comprar aqui na nossa região é manter o emprego do vizinho.
3. Vender pela internet também - O chinês venceu porque está no celular. Nossos fabricantes precisam de um marketplace oficial do Polo, com entrega nacional e preço de fábrica.
4. Linha de crédito emergencial - O Governo Federal e o de Pernambuco precisam criar um socorro para quem está no vermelho, para não demitir agora. Se nada for feito, o Brasil vai trocar 200 mil empregos de Caruaru, Santa Cruz e Toritama, por emprego na China.
E aí, o Sr. Cariri diz. Não é só a blusinha que fica barata. É o ganha-pão do pernambucano que fica caro.
Como a matéria ainda passará pela aprovação do Senado, cabe aos nossos representantes, uma luta mais eficaz em busca de uma nova alternativa que vise melhoria para o comércio têxtil do agreste setentrional de Pernambuco.








