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sábado, 25 de julho de 2026
Formado em área bem diferente da música, João Gomes investe R$ 2 milhões e gerencia fazenda de uvas
Antes de se tornar um dos maiores nomes do piseiro, cantor se formou em uma área ligada ao campo e hoje gerencia propriedades rurais
Aos 23 anos, João Gomes construiu uma trajetória de sucesso na música, mas também direcionou parte de seus investimentos para uma área que conhece de perto: o agronegócio. Formado como técnico em Agropecuária pelo Instituto Federal do Sertão Pernambucano, o cantor mantém duas fazendas no Brasil e participa da gestão de propriedades voltadas à produção rural. Uma delas, localizada em Petrolina, no Vale do São Francisco, é dedicada ao cultivo de uvas e foi avaliada em cerca de R$ 2 milhões.
O patrimônio de João Gomes chamou atenção depois que uma brincadeira nas redes sociais levantou rumores sobre uma suposta fazenda na Suíça. O cantor negou que tenha realizado investimentos no exterior e esclareceu que suas propriedades rurais estão concentradas no Brasil. Saiba como a formação em Agropecuária se conecta aos investimentos de João Gomes e conheça os principais imóveis e fazendas do cantor.
De estudante de Agropecuária a cantor de sucesso
Antes de se tornar um dos principais nomes do piseiro e do forró, João Gomes teve uma trajetória ligada ao interior de Pernambuco e ao campo. Nascido em Serrita, o cantor se mudou ainda criança para Petrolina, cidade onde estudou e começou a se aproximar cada vez mais da música.
O artista ingressou no curso técnico integrado em Agropecuária do Instituto Federal do Sertão Pernambucano. Segundo informações divulgadas pelo próprio IFSertãoPE, João Gomes fazia parte da comunidade acadêmica da instituição e começou a ganhar visibilidade com vídeos e apresentações musicais durante o período em que estudava no campus Petrolina Zona Rural.
A formação também tem relação direta com a administração de propriedades rurais. De acordo com a descrição oficial do curso técnico em Agropecuária do IFSertãoPE, a área prepara profissionais para planejar, acompanhar e fiscalizar projetos agropecuários, além de administrar propriedades rurais e atuar em atividades ligadas às produções animal e vegetal.
É nesse contexto que a vida profissional de João Gomes se conecta aos investimentos no agronegócio. Além de ser proprietário de fazendas, o cantor também gerencia propriedades rurais e mantém negócios ligados à produção de uvas e à criação de gado.
Quais são as fazendas de João Gomes?
Aos 23 anos, João Gomes revelou que possui duas fazendas. Uma delas fica em Petrolina, Pernambuco, e é voltada ao cultivo de uvas. A outra está localizada na Bahia e tem como atividade a criação de gado.
“As fazendas que tenho mesmo são de uva, em Petrolina, e de gado, na Bahia“, afirmou o cantor em uma publicação nas redes sociais, conforme divulgado pelo Metrópoles.
A propriedade de uvas é a que mais chamou atenção pelo valor divulgado. Segundo informações publicadas pelo Metrópoles e pelo Diário do Litoral, a fazenda localizada no Vale do São Francisco está avaliada em cerca de R$ 2 milhões.
A escolha de Petrolina também reforça a ligação do cantor com o agronegócio. A cidade é um dos principais polos de produção de frutas irrigadas do país, especialmente na região do Vale do São Francisco. Assim, o investimento de João Gomes está localizado em uma área conhecida pela força da produção agrícola e pela relevância do setor de frutas.
Onde fica a fazenda de uvas de João Gomes?
A fazenda de uvas de João Gomes fica em Petrolina, no interior de Pernambuco. O município está localizado no Vale do São Francisco, região que se tornou conhecida nacionalmente pela produção de frutas irrigadas.
A propriedade rural representa uma conexão direta entre a origem do cantor, sua formação técnica e seus investimentos. Mesmo após alcançar o sucesso nacional com a música, João Gomes manteve sua relação com o interior e passou a investir em atividades ligadas ao campo.
Além da fazenda de uvas e da propriedade de gado na Bahia, o cantor também construiu um sítio em Petrolina, localizado em frente a um rio. No espaço, foi instalado um sistema de captação de água que resultou em um reservatório semelhante a uma piscina, conforme informações divulgadas pelo Metrópoles.
Além das fazendas, cantor investe em imóveis
O patrimônio de João Gomes também inclui imóveis. Em Petrolina, o cantor passou a morar em uma casa com a mulher, Ary Mirelle, e os filhos, Jorge e Joaquim. A residência conta com ambientes amplos e área externa com piscina.
O artista também adquiriu dois terrenos em um condomínio de alto padrão em Pernambuco. As áreas somam 600 metros quadrados. Em um dos lotes, chegou a ser avaliado um projeto de casa com fachada de vidro, madeira e integração entre a área da piscina e a sala, mas a proposta não foi levada adiante.
A relação de imóveis da família inclui ainda três propriedades compradas para os familiares do cantor: uma casa para o pai, outra para a mãe e uma terceira para a avó, segundo o levantamento publicado pelo Metrópoles.
Como João Gomes construiu sua trajetória de sucesso?
A carreira de João Gomes ganhou projeção nacional em 2021, quando o cantor se tornou um dos principais nomes do piseiro. O sucesso de músicas como ‘Meu Pedaço de Pecado’, ‘Se For Amor’ e ‘Eu Tenho a Senha’ ajudou a transformar o artista em um dos grandes fenômenos da música brasileira.
Desde então, João Gomes ampliou sua trajetória com novos álbuns, apresentações em grandes eventos e indicações ao Grammy Latino. Em 2025, o cantor venceu seu primeiro gramofone com o álbum colaborativo ‘Dominguinho‘, ao lado de Jota.pê e Mestrinho.
A história do artista ajuda a explicar a forma como seu patrimônio foi construído: do interior de Pernambuco, passando pela formação técnica em Agropecuária, até o sucesso nacional na música. Hoje, João Gomes mantém sua atuação nos palcos, mas também administra investimentos no agronegócio e em imóveis, com propriedades concentradas principalmente no Nordeste.
Quem é João Gomes?
João Fernando Gomes Valério nasceu em Serrita, no interior de Pernambuco, e cresceu em Petrolina. Filho de uma agricultora e de um barbeiro, o cantor teve contato com as raízes do interior desde a infância.
Durante a formação técnica em Agropecuária, no IFSertãoPE, começou a divulgar vídeos e apresentações musicais na internet. O sucesso veio em 2021, quando seu primeiro álbum alcançou grande repercussão e suas músicas chegaram ao topo das plataformas digitais.
Com a carreira consolidada, João Gomes passou a investir em propriedades rurais e imóveis. A fazenda de uvas em Petrolina, avaliada em cerca de R$ 2 milhões, e a fazenda de gado na Bahia mostram como o cantor mantém uma forte ligação com o agronegócio. Formado em Agropecuária, ele transformou o conhecimento adquirido no interior em parte de sua vida profissional e de seus investimentos. Além da carreira musical, o cantor é casado com Ary Mirelle e é pai de Jorge e Joaquim.
sexta-feira, 24 de julho de 2026
Três candidatos, duas vagas e uma solução que aponta para Eduardo
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| Palácio ampliou a confusão ao propor três nomes ao Senado, mas entendimento entre PSD e federação deixa Eduardo perto da candidatura. |
Por Igor Maciel do JC
A disputa entre Miguel Coelho (União Brasil) e Eduardo da Fonte (PP) por uma vaga na chapa de Raquel Lyra (PSD) finalmente começou a caminhar para uma solução. O entendimento em construção entre o PSD e a Federação União Progressista aponta para Eduardo como candidato ao Senado. O avanço ocorreu depois de uma quinta-feira (23) em que o grupo da governadora tentou resolver duas vagas com três candidaturas avulsas. Algo questionável sob vários pontos de vista e que causou muita estranheza no meio político.
Pela proposta que circulou, Miguel, Eduardo e Túlio Gadelha (PSD) seriam lançados ao Senado pelo mesmo palanque, sem estar no palanque. Depois de meses procurando um nome para completar a chapa, apareceu a alternativa de não escolher ninguém e entregar três nomes ao eleitor. A proposta aumentou a confusão antes de qualquer chance para uma solução. E foi rejeitada.
Pressão
Raquel convocou deputados e prefeitos do PP para uma conversa no Palácio do Campo das Princesas pela manhã. Eduardo, presidente estadual do partido e da federação, foi chamado somente depois. Para alguns interlocutores, a ordem pareceu uma tentativa de pressioná-lo por meio de seus aliados. Pode não ter sido essa a intenção, mas foi a leitura produzida pelo método.
O resultado apontou na direção contrária. O efeito foi inverso. Prefeitos e deputados reafirmaram apoio a Eduardo. Em vez de encontrar uma base disposta a convencê-lo a desistir, o Palácio ouviu um grupo unido em torno dele. A pressão, caso tenha sido essa a estratégia, voltou acompanhada de uma demonstração de força.
Avulsos
A conta dos três candidatos era política e juridicamente questionável, pra dizer o mínimo. Não encerraria o conflito entre União Brasil e PP, obrigaria aliados da governadora a disputar estrutura e votos dentro do mesmo campo e levaria para a campanha a divergência que os partidos não conseguiram resolver numa sala. A solução, no caso, seria transformar o impasse em método eleitoral. “O que não está resolvido, resolvido está”. Não tinha como dar certo.
O PP recusou. Lógico. Eduardo manteve a candidatura e defendeu que a Federação União Progressista fizesse a indicação. Mesmo repetida por Miguel durante o dia, a tentativa dos três avulsos terminou antes de ganhar forma. Restou a Raquel devolver a decisão ao colegiado da federação União Progressista. Todo o movimento do dia foi estranho no Palácio. E nada de solução até ali.
Liderança
A demora começou a preocupar inclusive quem apoia a governadora fora da política. Segundo fontes da coluna, a inquietação se concentra na imagem de liderança de Raquel, que sempre demonstrou capacidade de decidir e comandar sua base. Mas o conflito sobre a vaga do Senado se arrasta há meses sem que a líder do processo consiga encerrá-lo.
Também há questionamentos sobre a liberdade dada a Miguel para fazer declarações em nome da governadora. Na mesma quinta-feira, ele voltou a dizer que permanece candidato e possui o apoio de Raquel e da vice-governadora Priscila Krause (PSD).
Quanto mais Miguel sustenta o discurso, mais a muito provável indicação de Da Fonte poderá soar como “derrota do Palácio”, mesmo que resulte do cumprimento das regras partidárias e acordos prévios. É essa impressão de falta de liderança, e não apenas o nome escolhido, que vinha preocupando interlocutores ouvidos pela coluna.
Convergência
E ao fim do dia em que toda essa confusa articulação se desenrolou, uma saída ganhou forma. Segundo apuração da jornalista Terezinha Nunes, publicada neste JC, Eduardo e Lula da Fonte (PP) reuniram-se com advogados do PSD para tratar das exigências jurídicas das convenções do partido da governadora e da Federação União Progressista.
O encontro começou finalmente a colocar um entendimento no papel. A federação asseguraria apoio à reeleição de Raquel e preservaria o direito de indicar o candidato ao Senado. Também passou a ser discutida a antecipação da convenção do colegiado, marcada para 5 de agosto, para que a decisão esteja formalizada antes da convenção do PSD, no dia 2.
Depois de meses de conversas políticas, o impasse avançou quando chegou à mesa dos advogados. As duas convenções precisam aprovar decisões compatíveis. A reunião criou o caminho para que deixem de caminhar em direções opostas. É o primeiro passo para que, finalmente, o palanque de Raquel e seu provável candidato ao Senado se entendam.
Desfecho
Resta pouca dúvida sobre o nome que a federação deve indicar. O PP possui cinco dos sete integrantes da Executiva estadual. O União Brasil tem dois. A correlação apareceu na votação que escolheu Eduardo, com cinco votos favoráveis e duas abstenções. A decisão continua válida.
Antônio Rueda, presidente nacional da federação e dirigente do União Brasil, e Ciro Nogueira, vice-presidente e dirigente do PP, não chegaram a um acordo para substituir a deliberação estadual. Miguel pode recorrer, judicializar ou insistir politicamente. Nenhum desses caminhos lhe entrega hoje a maioria interna ou uma decisão nacional favorável.
Eduardo reúne os votos e os instrumentos partidários necessários para ser candidato. É também com ele que o jurídico do PSD começou a organizar o desfecho na noite da quinta. Faltam o entendimento formal e as convenções, mas o cenário está bem menos aberto do que as declarações públicas fazem parecer.
Redação com texto de Igor Maciel do JC Foto: reprodução
e-mail: redacao@blogdellas.com.br
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