Como tá agora (setembro):
Pesquisas:
Datafolha divulgado sexta (11/09) coloca Raquel (PSD) com 47% x 42% João Campos (PSB).
No 2º turno seria 51% x 44%.
Na Quaest de julho tava 43% x 37% - empate técnico na margem de 3 pontos. Ou seja, ela tá na frente, mas sem folga.
Campanha: Começou oficial dia 16/08. Ela intensificou no interior - Recife, Caruaru, Petrolina - e com obra do Arco Metropolitano (R630 milhões) comovitrine. Diz que entrega primeiro trecho até fim de2027.
Campanha tá com R$ 10,1 milhões declarados, quase tudo do fundo do PSD.
Fato novo que abalou: Nas últimas 2 semanas circularam no Recife panfletos anônimos fazendo insinuação sobre a morte do marido dela, Fernando Lucena, que morreu de infarto no dia do 1º turno de 2022.
Ela denunciou como violência política de gênero na Polícia Civil, PF e Ministério Público Eleitoral.
Até João Campos, principal adversário, saiu em defesa dela publicamente. É a campanha mais polarizada do estado. A máquina do governo e programas como o Morar Bem são a aposta dela pra tentar se descolar nos últimos 20 dias antes do 1º turno em 4 de outubro.
O fura teto abalou?
Abalou sim - virou o principal fato novo da semana, mas tá dando tiro dos dois lados.
O que é o "fura-teto":
No debate da Rádio Cidade Caruaru, João Campos chamou Raquel de "fura-teto". A acusação é que ela recebe R$ 50 mil por mês porque optou pelo salário de procuradora do Estado + parte do de governadora, enquanto o teto de governadora seria R$ 22 mil. João pediu pra ela devolver mais de R$ 1 milhão que teria recebido "inconstitucional".
Raquel rebateu na hora (conseguiu direito de resposta no debate): disse que recebe de forma honesta, que é procuradora concursada desde 2005, delegada da PF, e que nunca teve investigação. E devolveu com o "fura-fila" - caso da Prefeitura do Recife que nomeou um procurador numa vaga destinada a PCD.
O que a Justiça fez: Virou batalha judicial. O TRE-PE tá num ping-pong desde ontem (13/09):
1.Primeiro mandou João tirar do ar o vídeo do fura-teto por estar "gravemente descontextualizado"
2.No dia seguinte, outro desembargador liberou João pra continuar usando a acusação do fura-teto na propaganda
3.Ao mesmo tempo, mandou Raquel parar de usar o fura-fila contra João, porque a peça sugeria favorecimento sem prova documental
Abalou a campanha?
Analistas dizem que João conseguiu o que queria: criar o fato novo do debate e um rótulo fácil de colar ("fura-teto").
Mas cada vez que ele repete, Raquel recicla o "fura-fila" dele, que também desgasta.
Nas pesquisas de ontem ainda não apareceu impacto grande. Ela segue com 47% x 42% no Datafolha. Mas é o assunto que mais circula nos grupos de WhatsApp do interior hoje.


