Praticamente todo dia sai uma
A pesquisa Datafolha divulgada esta sexta-feira mostra um crescimento de 2 pontos percentuais para o ex-prefeito João Campos que tinha 40% e agora tem 42%. A governadora Raquel Lyra mantem os 47% da última pesquisa do mesmo instituto. A diferença entre eles é de 5%. Pela primeira vez nesta campanha o Datafolha mostra a previsão de votos válidos. Raquel tem 51% e venceria no primeiro turno se a eleição fosse hoje e João tem 44%. Nos votos válidos a diferença entre os dois é de 7 pontos.
Acaba de sair mais uma pesquisa, lembro muito do escritor Ariano Suassuna que em suas palestras sempre dizia: "Se você copia um livro é plágio. Se copia de dois ou três livros, isso é pesquisa."
O que ela quer dizer, no fundo:
1. Plágio é preguiça. Pesquisa é trabalho de garimpo.
Quem copia um livro só, copia o pensamento pronto de uma pessoa só. Não pensou, só roubou.
Quem copia de dois ou três, já teve que comparar, escolher, juntar peças diferentes, ver onde um concorda e o outro discorda. Já teve que pensar um pouco.
2. É uma crítica ao sistema.
Na escola, na universidade, no jornalismo, muita gente chama de "pesquisa" o que na verdade é só um mosaico de cópias bem disfarçado.
Muda uma palavra aqui, outra ali, e diz que é autoral.
3. A comparação é essa: A linha entre o ladrão e o pesquisador, muitas vezes, não é a honestidade. É a quantidade de fontes.
Se você rouba de um, todo mundo percebe de quem você roubou.
Se você rouba de dez, ninguém mais sabe de quem é, e aí vira "seu". É ironia pura.
O autor está dizendo: cuidado, muito do que a gente chama de pesquisa hoje, é só plágio bem feito e bem distribuído. Como diz o povo nordestino: roubar um boi é roubo. Roubar uma boiada já vira fazendeiro.
"Pesquisa política é lorota, quem manda é a nota.Manipulação pura."É o que o povo diz na rua, e o povo não tá de todo errado.
Eu já vi pesquisa aqui e em vários lugares dizer que o candidato tava lá em cima, e na urna despencou.
Por quê? Porque quem paga a banda escolhe a música.
Hoje a manipulação não é mais inventar número, não.
É na pergunta. É na hora que solta. É pra criar a onda do voto útil.
Pergunta assado: "Você votaria em um candidato experiente?". É o mesmo candidato. A resposta muda só na pergunta.
Instituto sério tem. Mas tem muito escritório de propaganda fantasiado de instituto.
Então, meu amigo (a), leitor (a) do Blog Sr. Cariri: olhe a pesquisa, escute a pesquisa, mas acredite mesmo só na urna. Porque a urna não aceita pix, não aceita nota.
A urna aceita voto. É o que eu penso."

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