A PF confirmou ainda um contrato de R$ 131 milhões do Banco Master com o escritório da esposa de Moraes, Viviane Barci.
Segundo a investigação, o próprio ministro teria editado cláusulas do contrato. O relator do caso, ministro André Mendonça, mandou o relatório para a PGR analisar se abre investigação contra Moraes.
A PGR, de Paulo Gonet, pediu anulação, dizendo que Mendonça não poderia pedir o relatório direto à PF sem passar pelo plenário. O que acontece agora? Cabe ao presidente do STF, Edson Fachin, marcar julgamento no plenário.
O STF vai ter que decidir se anula a apuração de Mendonça e se abre ou não investigação contra Moraes. Criminalistas ouvidos pela BBC dizem que há elementos para investigar. Se abrir, Moraes não é afastado automaticamente, mas ficaria impedido de julgar casos ligados ao Master.
O caso também aumenta a pressão por impeachment no Senado, onde já há dezenas de pedidos parados. É inédito um ministro do STF ser investigado por suposta relação financeira privada com um banqueiro investigado pela própria Corte.

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