Chamada de "bomba atômica" pela jornalista Malu Gaspar, a verdade veio à tona:
André Mendonça recusou duas vezes a delação do banqueiro Daniel Vorcaro porque a PF já tinha tudo comprovado. Vorcaro tinha pouco a entregar.
Com a quebra do sigilo do relatório do Banco Master, vieram as revelações:
Vorcaro pediu conselho a Moraes sobre quando fugir do país - foi preso no aeroporto.Pediu proteção de Andrei (PF) e Gonet (PGR).
Pagou R129milhões a esposa de Moraes,em parcelas de R 3,6 milhões, e ainda teria liberado cartões de R$ 300 mil para os filhos do ministro.
Moraes teria ajudado a escrever o próprio contrato.Após quebrar o sigilo, Mendonça pediu ao presidente do STF, Edson Fachin, uma reunião pública do plenário para decidir se abre investigação contra Moraes.
Teve até bate-boca feio entre os dois ministros no STF.
A crise pode levar junto Dias Toffoli, também citado por negócios com o Master. Toffoli, inclusive, voltou atrás de uma decisão contra o candidato Renan Santos (Missão) depois do escândalo.
PGR Paulo Gonet, também citado no relatório, pediu anulação da investigação, dizendo que Mendonça tinha que ouvir o plenário antes.
O que pode acontecer com Moraes? Só o plenário do STF pode autorizar investigação contra um ministro. São 10 ministros hoje (1 vaga), mas só 8 votariam - Moraes e Toffoli ficariam de fora. Se autorizar, quem decide o impeachment é o Senado.

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