Ministros do STF ameaçam debater ‘podres’ de colegas se apenas Moraes for julgado na sessão de 15/9
Se Brasília fosse vidraçaria, o Supremo Tribunal Federal já tinha falido.
A manchete desta sexta (11) da Folha escancara o que o povo já desconfiava: ministros do STF ameaçam lavar roupa suja em plenário. Se for para julgar Alexandre de Moraes no dia 15/09, então que se julgue todo mundo. Nas palavras de um deles: “não vai sobrar pedra sobre pedra”.
É a confissão mais honesta dos últimos anos.
Descobriram os podres agora? Não. Os podres sempre estiveram lá. O que faltava era o interesse em revelar.
Agora, quando a crise aperta, eles mesmos listam:
Toffoli e os R$ 35 milhões em paraíso fiscal ligados a Vorcaro;
O filho de Kassio Nunes Marques, de 25 anos, recebendo R281mil de consultoria abastecida com R$18 milhões do Banco Master e JBS;O filho de Luiz Fux no sambódromo e em degustação de uísque a convite do mesmo banqueiro;O próprio André Mendonça tendo que explicar encontro com Vorcaro e um instituto, o Iter, que faturou R$ 4,8 milhões com um ano de vida.
Quem está com a verdade? Ninguém.
Ou todos têm um pedaço dela. O que fica claro é que o famoso “acordo de cavalheiros” do STF ruiu.
Enquanto era conveniente manter o sigilo, todos eram “colegas”. Quando um foi exposto - Moraes por causa do Master -, o recado foi: se eu caio, levo todo mundo.
E o povo no meio disso? Assistindo a mais alta Corte do país transformar um julgamento de conduta em uma feira de chantagem: “vamos investigar todos de uma vez”.
A pergunta que o Blog Sr. Cariri faz, em tom de jornal de antigamente, que ainda tinha cheiro de tinta: Se sabiam dos podres, por que só revelam agora, quando a própria pele está em risco?
Porque em Brasília, podre não se combate. Se guarda. Se arquiva. Se usa como moeda de troca.Telhado de vidro, Excelências.
E o povo lá embaixo, com o guarda-chuva furado, esperando justiça.

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