1º turno estimulado: Raquel 47% a 48% x João 42% a 43%
Diferença de 5 a 6 pontos. Com margem de 3 pontos, isso é empate técnico no limite. Tecnicamente empatados, mas numericamente Raquel na frente.
2º turno: Raquel 51% x João 44%
Diferença de 7 pontos. Isso já é fora da margem de erro. É liderança isolada, não empate.
Análise fria:
1.Estabilidade é o ponto forte dela: Em maio ela tinha 51% x 44% no 2º turno. Agora em setembro manteve 51% x 44%. Não cresceu, mas também não caiu. Em reta final, estabilidade é melhor que crescimento volátil.
2.Virada consolidada: Em abril João liderava 52% x 42% no 2º turno. Hoje está 44% x 51%. A virada aconteceu e se manteve por 3 meses.
3.Onde está a vantagem dela: Interior, evangélicos (62% x 31%) e eleitorado que votou em Bolsonaro em 2022 (70% x 23%). Onde João ainda segura: RMR e eleitor de Lula.
Prenúncio de vitória? Na razão:
Se mantiver 51% x 44% até a véspera, é sim favorita. 7 pontos fora da margem em segundo turno é considerado diferença boa e confortável no padrão Datafolha, mas não é diferença irreversível. É eleição competitiva.
O que pode mudar isso na reta final: taxa de indecisos está só em 1% no 2º turno, branco/nulo 4%. Ou seja, não tem muito voto pra buscar. Vai ser guerra por abstenção e transferência de apoios do interior.


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