segunda-feira, 21 de setembro de 2026

A LAQUEADURA DE RAQUEL: UM ESCORREGÃO DE QUEM QUIS AJUDAR

 

Por Marcos Moura

Vamos falar a verdade sobre o vídeo de Raquel Lyra

O vídeo é de maio de 2025, no Hospital Dom Moura em Garanhuns. Uma pessoa conta que uma mulher pobre está grávida do oitavo filho. A governadora, no calor da conversa, solta aquela frase infeliz: "bota na fila da laqueadura... faz sem ela saber".

Foi um escorregão? Foi. Ela mesma já pediu desculpas e disse que foi uma fala "infeliz e equivocada".

Mas vamos ao que interessa: houve crime? Não. Nunca houve laqueadura nenhuma. Foi só um comentário informal, não virou ato, não teve cirurgia, não teve vítima.

E qual foi a intenção? Quem conhece a história de Raquel sabe. Ela queria evitar o sofrimento daquela mãe pobre que já tem sete filhos pra criar. Foi mal falado, mas foi bem intencionado. Ela pensou como gestora: "como ajudo essa mulher a não sofrer mais?"

É só ver o histórico dela:

Fez a Maternidade e a Clínica da Mulher em Caruaru

Foi autora da lei do parto humanizado quando era deputada

Ampliou o planejamento familiar na rede do Estado

Quem defende a mulher não defende esterilização forçada. Isso todo mundo sabe que é crime com pena de até 8 anos.

Agora, em tempo de política, qualquer escorregão vira arma na mão do adversário. O vídeo é de 2025 e só aparece agora, na véspera da eleição? É claro que é tentativa de desviar o foco.

Raquel errou na fala, acertou em pedir desculpas e tem serviço prestado para provar que respeita as mulheres.

O povo de Pernambuco quer proposta, não lacração em cima de um vídeo velho. 

Outro dia falei TELEPATIA, o adversário já correu pro microfone e disse que eu estava falando mal da TIA de  Pelé!

E a imprensa que não gosta, já estampa: "MARCOS MOURA ATACA FAMÍLIA DE PELÉ!"

É exatamente o que fizeram com Raquel. Ela falou uma besteira tentando ajudar, no corredor do hospital, e transformaram num crime federal.

Política é assim: o cara não quer saber da sua intenção, ele quer a sua escorregada pra te enterrar.

Por isso eu mostro o outro lado: que foi fala de amiga do interior, que no nosso dia a dia, principalmente as mulheres  "capar" mesmo, e que nunca teve cirurgia nenhuma.

O povo entende. O político que não quer entender.

Outro dia observei duas mulheres conversando:

- Olá amiga, tens quantos filhos?

- Já tenho seis. 

- Mais rapaz tão nova, tá na hora de capar. 

É uma linguagem de amizade entre as mulheres que significa dizer, fazer laqueadura ou ligar as trompas. 


 

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