A estratégia de provocação marcou o debate da Band de ontem (18).
No segundo turno em Pernambuco, João Campos (PSB) levou Álvaro Porto (MDB) para sua comitiva nos debates.
Álvaro é desafeto público de Raquel Lyra (PSD).
A ideia de João foi clara: desestabilizar a adversária fora do palanque.
Flávio Bolsonaro (PL) fez igual no presidencial. Colocou Sérgio Moro (PL) e Deltan Dallagnol (Novo) na primeira fila.
Os dois símbolos da Lava Jato que prendeu Lula em 2018.
Mesma tática de João: deslocar o confronto e ampliar a provocação para além do palco. E João Campos estava lá também.
Convidado de Lula, acompanhou o debate na plateia. Desde o fim do primeiro turno, o presidente nacional do PSB está em Brasília, atuando direto na campanha da reeleição.
Nos bastidores, João já é cotado como ministro em eventual governo Lula. Nome forte para articulação política nas cidades.
Jovem, com capital de voto do Nordeste e trânsito no centro, virou peça-chave na reta final.
O debate ainda teve Vorcaro como protagonista involuntário, troca de baixaria entre Flávio e Lula que confundiu o indeciso, boa condução de Adriana Araújo e Eduardo Oinegue, e o desafio de Lula para que ambos abram sigilos bancários e telefônicos até o dia 25.
Flávio ocupou a cena. João ocupou os bastidores.

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