Deverá voltar a ser investigado 
Se tem uma coisa que o povo de Petrolina e de Pernambuco não perdoa é arrogância vazia.
Miguel Coelho, figura no mínimo inusitada do cenário político, que nunca teve expressão estadual nenhuma, sempre foi um fenômeno apenas da margem do São Francisco, provou do próprio veneno.
Nas últimas eleições para governador chegou em último lugar.
Uma derrota vexaminosa para quem se achava o reizinho, a catita do Sertão.Não aprendeu.
Agora, levou o último, grande e justo golpe.
Depois de trair o próprio irmão, numa manobra pequena e mesquinha, lançando uma candidatura estapafúrdia a deputado federal só para tentar puxar o tapete dentro de casa, o eleitor deu a resposta nas urnas.
O resultado não poderia ser mais simbólico:
De um lado, Fernando Filho. Coerência, história, quatro mandatos de deputado federal, ex-ministro de Minas e Energia.
Renovado, com a confiança do povo de Petrolina e de todo o Sertão.
Do outro, Miguel. Que alardeava ser o dono do Sertão, dono de Petrolina, dono de tudo. Ficou sem mandato. Sem voto. Sem moral.Não se elegeu.É simplesmente humilhante. E merecido.
No fundo, no fundo, a eleição fez justiça. Colocou cada um no seu devido lugar.
Fernando Filho no Congresso, trabalhando. E Miguel Coelho onde ele mesmo se colocou: fora do mandato, fora do jogo, assistindo de camarote a festa da qual não foi convidado.
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