segunda-feira, 19 de outubro de 2026

O detalhe que vai decidir a eleição domingo

Flávio e Lula - Gravatas trocadas

Fácil identificar: a abstenção. Os analistas do debate de ontem na Band, pelo menos os que assisti, estão se apegando ao suposto convencimento por parte dos candidatos de uma figura inexistente no mercado eleitoral: o eleitor indeciso. Essa figura, simplesmente, não existe. É só olhar as pesquisas, de todos os institutos.

Indeciso decidido

Os números das pesquisas, somando indecisos, não sabe, não opinou, sequer alcançam uma média de 8%. Matematicamente falando, nenhum deles vai comparecer. Todos já decidiram. No 1o turno,
a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Também foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos, quase 6 milhões no total. Brancos e nulos, como se sabe, não entram na contagem dos votos válidos e não beneficiam nenhum candidato. São eleitores obrigados a comparecer e que permanecem "indecisos" mesmo depois de votar.

Em 2022

Tomando como referência o segundo turno de quatro anos atrás, a abstenção caiu para 20,59%. A diferença de comparecimento foi de apenas 0,36 ponto percentual para menos. Se movimento semelhante ocorrer em 2026, a abstenção no segundo turno cairia dos atuais 21,07% para aproximadamente 20,71%. Ou seja, somando-se ausentes, brancos e nulos, deixariam de votar três vezes a quantidade de eleitores tidos como "indecisos" pelos analistas de plantão. Isso nao é análise, é enchimento de linguiça e exercício de ficção eleitoral.

Quem vai ganhar?

Quer saber a resposta? Localize de onde vai sair a abstenção. Geograficamente. Por perfil do eleitor. Por intenção declarada de votos nas pesquisas eleitorais. Difícil? Sem dúvida. Alô, institutos de levantamento de opinião.

A seguir

Confira a opinião de José Nivaldo Junior, profissional de marketing politico desde 1978. 





(José Nivaldo Junior e equipe O Poder, com dados do TSE)


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