terça-feira, 20 de outubro de 2026

México suspende importação de frango brasileiro por Doença de Newcastle

 


 

México suspende importação de frango brasileiro após surto de doença de Newcastle; trata-se de uma infecção respiratória altamente contagiosa entre as aves; as autoridades brasileiras detectaram, no domingo (18), um surto da doença em um estabelecimento de avicultura comercial de corte de perus no município de Nova Itaberaba, em Santa Catarina; além da carne de frango, a suspensão também se aplica a outros produtos de origem avícola, como aves vivas e ovos férteis, informou o órgão mexicano em comunicado; a doença de Newcastle é uma zoonose menor; em humanos, ela não é transmitida pelo consumo de carne de aves ou ovos inspecionados, mas pelo contato direto e desprotegido de trabalhadores e laboratoristas com secreções de aves infectadas

No caso de Doença de Newcastle, o que o Ministério da Agricultura - MAPA costuma fazer é um protocolo sanitário bem padrão. 

Foi o mesmo que aconteceu no caso de 2024 no Rio Grande do Sul.

Com esse foco detectado no domingo, 18, em Nova Itaberaba-SC, o caminho é esse:

1. Dentro da granja - contenção imediata Interdição total do estabelecimento.

Abate sanitário e descarte das aves do foco 

Limpeza, desinfecção e vazio sanitário de pelo menos 21 dias

Rastreamento de onde saíram e entraram aves, ovos, ração e caminhões nos últimos 21 dias.

2. Ao redor do foco

Criação de uma zona de proteção de 3km e vigilância de 7km a 10km

Censo de todas as granjas na região e proibição de movimentação de aves vivas

Coleta de material em granjas vizinhas para provar que o vírus não se espalhou

3. Na parte internacional - que é o que interessa para o México

O Brasil vai ter que notificar a OMSA - Organização Mundial de Saúde Animal - e ao mesmo tempo tentar negociar o princípio da regionalização.

O que o México fez agora - suspender tudo do Brasil inteiro - é o padrão automático de proteção. 

O que o MAPA pode fazer é apresentar os relatórios de que o surto está confinado só a Santa Catarina, ou só àquele município, para o México voltar a comprar do resto do país.

O Brasil é o maior exportador do mundo e já tem esse acordo de regionalização previsto com vários países. 

Se o Ministério provar com laudos laboratoriais que não há circulação do vírus fora da zona de 10km, a tendência é o México e outros países que suspenderem voltarem a liberar por estado.

Sobre o risco:

Como o seu texto já diz, a Newcastle não é transmitida pelo consumo de carne ou ovo inspecionado. O risco é ocupacional, para quem tem contato direto com a ave doente sem EPI. 

Por isso não há risco para o consumidor, mas há impacto comercial grande porque é uma doença de notificação obrigatória.Se for contido rápido, como em 2024, o Brasil consegue reverter as suspensões em poucos dias/semanas. 

A oposição está tentando abrir uma investigação no Congresso sobre o Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha.


 

Pedido de CPMI para investigar Lulinha chega a 50 assinaturas; o objetivo é apurar suspeitas de tráfico de influência, corrupção, favorecimento indevido e eventual utilização da administração pública federal para atender a interesses privados; a mobilização ocorre depois de Roberta Luchsinger declarar, em entrevista à CNN Brasil no sábado 17, que pretende firmar um acordo de delação premiada; a empresária afirmou que poderia acrescentar informações às investigações e que não pouparia Lula nem o filho do presidente; a declaração de intenção não equivale à formalização de um acordo de colaboração.

Entenda 

1. O que é a CPMI?

CPMI é Comissão Parlamentar Mista de Inquérito. É uma investigação feita por Deputados e Senadores juntos. Ela tem poder quase de Justiça: pode quebrar sigilo, convocar pessoas, ouvir testemunhas.Para ela realmente ser instalada, precisa de no mínimo 171 assinaturas de deputados e 27 de senadores. Então 50 assinaturas ainda é o início da mobilização, não significa que ela já foi criada.

2. O que querem investigar?

 
O requerimento cita 4 pontos contra o Lulinha: 

* tráfico de influência

* corrupção

* favorecimento indevido

* uso da máquina pública federal para interesses privados

São suspeitas, ainda não é acusação formal comprovada

3. Por que isso voltou agora? 

Por causa da declaração da empresária Roberta Luchsinger. No sábado, 17, ela disse em entrevista à CNN Brasil que tem intenção de fazer delação premiada e que entregaria informações que envolveriam Lula e o filho.

Ponto importante que o próprio texto que você mandou destaca: intenção de fazer delação não é delação feita. Para valer, o Ministério Público tem que aceitar, negociar, o acordo tem que ser homologado pelo Judiciário e as provas precisam ser apresentadas e verificadas. Só a entrevista não cria um processo automaticamente.

Na prática, o que está acontecendo: um grupo de parlamentares está usando a repercussão dessa entrevista para tentar juntar as assinaturas e forçar a abertura da CPMI. Se conseguir as assinaturas, o presidente do Congresso ainda precisa ler o requerimento para instalar.

segunda-feira, 19 de outubro de 2026

A matemática e a história apontam favoritismo de Flávio Bolsonaro. Mas política não é matemática e, alteradas as condições, o resultado provável pode mudar

Por Bruno Garschagen. 


 

É doutorando e mestre em Ciência Política e Relações Internacionais pelo Instituto de Estudos Políticos da Universidade Católica Portuguesa (IEP-UCP) e Universidade de Oxford (visiting student). É formado em Direito, pesquisador do Centro de Investigação do IEP-UCP, coordenador e professor de Ciência Política da Pós-Graduação em Escola Austríaca (IMB-UniÍtalo), podcaster, colunista, palestrante e autor do best-seller Pare de acreditar no governo (Editora Record).

Eu fiz uma conta que ajuda a responder uma pergunta que as pesquisas sozinhas não conseguem responder, por que a mesma vantagem pode se repetir no segundo turno da eleição presidencial. O que eu fiz? Eu peguei os votos do primeiro turno, distribui os eleitores dos candidatos que ficaram para trás, considerei a abstenção e simulei duzentos mil cenários diferentes e é a combinação desses três fatores que explica porque o resultado mais provável se repete no segundo turno.

No primeiro turno, Flávio Bolsonaro teve quarenta e sete, pouco mais de quarenta e sete por cento dos votos válidos e o Lula pouco mais de quarenta e cinco por cento dos votos válidos. Os demais candidatos somaram cerca de nove vírgula três milhões de votos. É aqui, é justamente aqui que a conta começa.

Para Lula virar e se tornar vencedor da eleição, Lula precisa ficar com cerca de sessenta e dois por cento desses nove vírgula três milhões dos demais candidatos. Isso dá cinco vírgula oito milhões de votos. Flávio precisa dos outros trinta e oito por cento, cerca de três vírgula cinco milhões de votos. Ou seja, entre os eleitores dos candidatos que ficaram para trás, Lula precisa conquistar quase dois para cada um que Flávio conquistar.

Mas esses votos não tem todos os mesmos destinos, como é óbvio, eleitores por exemplo de Caiado e de Zema tendem a migrar mais para Flávio Bolsonaro. Os eleitores de Ciro e Renan Santos tendem a se dividir entre os dois candidatos Lula e Flávio. Eu estimei essas migrações bloco a bloco para que a coisa fizesse sentido. São premissas de uma simulação, não dados medidos por uma pesquisa, que isso fique bem claro.

O que que eu fiz depois? Eu coloquei a incerteza dentro da conta. Variei as taxas de migração, abstenção e os efeitos da campanha em mil simulações. O resultado obviamente não é uma previsão, é uma distribuição de probabilidades e isso é importante, tá?

O que que aconteceu com esse resultado? Flávio vence entre setenta e cinco por cento e noventa por cento das simulações que eu fiz. E o Lula entre dez e vinte e cinco por cento. No cenário mais provável Flávio fica entre cinquenta e um e cinquenta e dois por cento dos votos válidos e Lula em algo entre quarenta e oito e quarenta e nove por cento dos votos válidos, uma diferença de aproximadamente três a cinco milhões de votos.

Por outro lado, quando o Lula vence a margem costuma ser estreita, em cerca de três de quatro casos fica abaixo de cinquenta e um por cento e há uma variável importante que pode alterar essa conta, a abstenção.

No primeiro turno trinta e três vírgula cinco milhões de eleitores não votaram. Historicamente a abstenção muda pouco entre os dois turnos, por exemplo subiu de vinte ponto três para vinte e um ponto três em dois mil e dezoito e caiu de vinte e um por cento para vinte ponto seis por cento em vinte e dois. Se esse padrão se repetir não há uma grande reserva adicional de votos a ser incorporada ao segundo turno e isso importa por quê? Porque Lula precisa conquistar uma parcela muito elevada dos votos dos demais candidatos o que nesse momento é muito difícil para não dizer uma impossibilidade.

No fim ao cabo a eleição será decidida por quem mantiver seu voto, por quem mudar de voto e por quem decidir sair de casa. Neste momento se as condições não mudarem. Se não houver nenhuma revelação muito grave. Se não houver um erro de campanha muito sério. Se não houver algo que mude completamente a percepção do eleitor, Flávio Bolsonaro será eleito no segundo turno e o Lula enfrentará aquela que será provavelmente a derrota mais amarga da sua vida política. 

 

 

CORTEJO DE DONA MARIETA REÚNE GRANDE COMUNIDADE EM ÚLTIMO ADEUS EM ANGELIM

 

 

Faleceu aos 95 anos, Dona Marieta Júlia da Silva, figura querida e muito respeitada em Angelim.

 

Próximo 15 de novembro, completaria 96 anos

Viúva do Sr. João Vitôr da Silva, Dona Marieta deixa um legado de fé, trabalho e amor à família.

Com grande comoção e presença expressiva de familiares, amigos e vizinhos, foi realizado na tarde desta segunda-feira, 19 de outubro de 2026, o cortejo de despedida de Dona Marieta.

Muita gente acompanhou o trajeto pelas ruas, em um momento de dor, fé e respeito.

 

A despedida mostrou o quanto ela era querida por todos que conviveram com ela.

Dona Marieta deixa os filhos Manoel Vitalino (in memoriam), Quitéria e Edite, além de netos, bisnetos, tataraneta, genros, noras e uma legião de amigos.

O sepultamento ocorreu no cemitério de Angelim.

O Blogueiro da História (Sr. Cariri) se solidariza com todos os familiares e amigos neste momento de dor, rogando a Deus que conforte o coração de todos e receba Dona Marieta em sua morada eterna.

Fotos exclusivas: (Sr. Cariri) Blogueiro da História. 

A DIFÍCIL E FÁCIL MISSÃO DE ENTREVISTAR CAIQUE

 
 
 

O jornalista Gilmar Alves terá nesta terça-feira, dia 20, uma missão profissional ao mesmo tempo difícil e fácil: entrevistar o prefeito de Angelim, Caique.

Fácil porque Caique tem o dom da palavra. Fala com clareza, tem conteúdo e não foge de pergunta.

Difícil porque a quantidade de obras realizadas até agora no município é de perder as contas. É asfalto, é escola, é saúde, é investimento na zona rural. 

E quando o assunto chega nas eleições, aí sim Gilmar vai precisar ter vocabulário, bagagem e conteúdo para questionar o prefeito que se destacou na política regional neste ano.

Caíque fez neste período campanhas de dar inveja, conseguindo grandes vitórias com seus candidatos e, mais que isso, conquistou o apoio quase total da comunidade angelinense.

As idas a Brasília, o planejamento para 2027, os novos projetos e os bastidores da política são assuntos que não podem ficar de fora.

Tudo isso será explorado no podcast PODE PERGUNTAR, com comando de Gilmar Alves, nesta terça-feira, dia 20 ás 19h30'. É pra assistir, anotar e compartilhar.



O detalhe que vai decidir a eleição domingo

Flávio e Lula - Gravatas trocadas

Fácil identificar: a abstenção. Os analistas do debate de ontem na Band, pelo menos os que assisti, estão se apegando ao suposto convencimento por parte dos candidatos de uma figura inexistente no mercado eleitoral: o eleitor indeciso. Essa figura, simplesmente, não existe. É só olhar as pesquisas, de todos os institutos.

Indeciso decidido

Os números das pesquisas, somando indecisos, não sabe, não opinou, sequer alcançam uma média de 8%. Matematicamente falando, nenhum deles vai comparecer. Todos já decidiram. No 1o turno,
a abstenção chegou a 21,08% do eleitorado. Também foram registrados 2,2 milhões de votos em branco e 3,6 milhões de nulos, quase 6 milhões no total. Brancos e nulos, como se sabe, não entram na contagem dos votos válidos e não beneficiam nenhum candidato. São eleitores obrigados a comparecer e que permanecem "indecisos" mesmo depois de votar.

Em 2022

Tomando como referência o segundo turno de quatro anos atrás, a abstenção caiu para 20,59%. A diferença de comparecimento foi de apenas 0,36 ponto percentual para menos. Se movimento semelhante ocorrer em 2026, a abstenção no segundo turno cairia dos atuais 21,07% para aproximadamente 20,71%. Ou seja, somando-se ausentes, brancos e nulos, deixariam de votar três vezes a quantidade de eleitores tidos como "indecisos" pelos analistas de plantão. Isso nao é análise, é enchimento de linguiça e exercício de ficção eleitoral.

Quem vai ganhar?

Quer saber a resposta? Localize de onde vai sair a abstenção. Geograficamente. Por perfil do eleitor. Por intenção declarada de votos nas pesquisas eleitorais. Difícil? Sem dúvida. Alô, institutos de levantamento de opinião.

A seguir

Confira a opinião de José Nivaldo Junior, profissional de marketing politico desde 1978. 





(José Nivaldo Junior e equipe O Poder, com dados do TSE)


A POLÍTICA MODERNA E A POLÍTICA SUPERADA


 

 

O Brasil de 2026 vive uma divisão clara que não é mais entre esquerda e direita. É entre quem entendeu o mundo digital e quem parou no tempo.

De um lado, Flávio. Sabe lidar com as plataformas digitais. Fala direto com o povo, sem filtro da velha imprensa. Usa o Instagram, o X, o WhatsApp, o YouTube como extensão do seu gabinete. Responde rápido, pauta o debate, cria narrativa. É a política em tempo real. É a política moderna, que entende que hoje o poder está no celular de cada brasileiro.

Do outro lado, Lula. É analógico. Depende de nota oficial, de pronunciamento em cadeia, de reunião fechada com sindicalista e de repórter amigo para repercutir. Quando tenta entrar no digital, parece dublado, forçado. Não tem linguagem, não tem velocidade, não tem conexão com a nova geração.

A política superada é essa: achar que ainda se ganha eleição só com tempo de TV, com comício com bandeira e com apoio de artista. Isso acabou.

A política moderna é métrica, é engajamento, é comunidade, é transparência na veia. É saber que cada cidadão é um retransmissor da sua mensagem.

Flávio representa o presente e o futuro da comunicação política. Lula representa o passado que insiste em não passar. O eleitor já percebeu a diferença.