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| Quem tem dois, tem um. Quem tem um, não tem nada. Ela vale por dois! Sai uma Renata e entra outra, a Lo Prete |
A TV Globo confirmou: Renata Lo Prete entra no lugar de César Tralli e Renata Vasconcellos para comandar as sabatinas do segundo turno presidencial, nos dias 8 e 9 de outubro.
Oficialmente, a emissora diz que a troca já estava planejada desde o começo do ano. Que não tem nada a ver com desempenho.
Mas ninguém engole essa história tão redonda assim.Nos bastidores, o que corre é que a dupla foi considerada "sem firmeza" na primeira rodada. Que houve reclamação de todo lado.
E a pergunta que não quer calar no Brasil é: foi o poder que reclamou? Quando o entrevistado é o presidente Lula e o outro lado é Flávio Bolsonaro, o peso da cadeira é diferente.
Qualquer pergunta mal colocada, qualquer interrupção a mais ou a menos, vira crise política. A Globo, que sempre se vendeu como independente, agora tem que explicar por que tira de cena seus dois principais âncoras do Jornal Nacional justamente na hora mais decisiva da eleição.
Será que foi Lula que pediu a cabeça dos dois? Será que foi pressão do Planalto? A Globo nega. Mas em Brasília todo mundo sabe: quando o poder fala mais alto, a redação escuta.
No primeiro turno, Tralli e Renata Vasconcellos foram acusados de tudo - de serem duros demais, de serem moles demais. No meio do fogo cruzado, sobrou para a direção da Globo mostrar serviço.
E quem assume é Renata Lo Prete, sozinha, mais contida, mais técnica, menos explosiva. Um perfil que incomoda menos os dois lados. É assim que funciona no Brasil: oficialmente é escala técnica, nos bastidores é acerto político.
O povo de casa assiste e fica com a sensação de que quem manda na entrevista não é o jornalista, é o entrevistado.
Bancada vazia
O BLOG DO Sr. Cariri pergunta: se a troca já estava marcada desde janeiro, por que só foi anunciada agora, depois da polêmica?

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