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| Com o selo vermelho de R$ 1.000 DE RECOMPENSA, a mão rasgando o panfleto, a lupa, o envelope com carimbo, passa aquela ideia de investigação |
É o que o povo na rua está cochichando. Vamos destrinchar esse texto do Jornal O Poder com responsabilidade, como professor no microfone faz:
COMENTÁRIO DO BLOG DO SR. CARIRI
O PODER SUSPEITA – TUDO PODE ACONTECER, INCLUSIVE NADA
O Jornal O Poder lançou uma bomba e ao mesmo tempo um teste de honestidade. Ele está oferecendo R$ 1.000 no ato para quem provar que recebeu na rua um panfleto com acusações baixíssimas contra a governadora Raquel Teixeira Lyra.
E aqui que mora o xadrez:
1. Se o panfleto existiu mesmo na rua, vai aparecer gente. Recife é grande, mas panfleto na rua deixa rastro. Alguém filmou, alguém guardou, alguém comentou.
R$ 1.000 chama atenção. Se em 48h ninguém aparecer com o papel na mão, a tese do O Poder ganha força.
2. Se o panfleto NÃO existiu na rua, aí a situação se inverte e fica grave. Aí a suspeita que o próprio O Poder levanta se sustenta: teria sido tudo produzido dentro do próprio círculo para criar narrativa de vítima no Guia Eleitoral da sexta-feira?
Isso em política se chama "criar o fato para colher o efeito". Mostra a baixaria, se coloca como vítima da baixaria, e ganha solidariedade na TV.
Nosso papel aqui não é acusar ninguém. O Blog do Sr. Cariri não tem prova nem de um lado nem do outro. Nosso papel é perguntar, como você perguntou: Se foi a situação que provocou tudo isso, como fica a situação? Fica feio. Fica muito feio.
Porque usar uma acusação tão baixa como "matou o marido" – mesmo que forjada – para fazer teatro político, é brincar com a inteligência do povo e com a dor de uma família. Por isso a iniciativa do Jornal O Poder foi inteligente: Ele não está discutindo se o panfleto é nojento. Ele está discutindo se o panfleto existiu de verdade fora do palanque. É simples:
Apareceu o panfleto na rua = houve crime e a polícia tem que achar quem fez.
Não apareceu ninguém, tudo pode ter sido, como o próprio jornal diz, uma farsa macabra para dar sustância ao discurso
TUDO PODE ACONTECER, INCLUSIVE NADA. E é aí que entra o jornalismo de verdade. Não é repetir o que a assessoria manda. É ir atrás da prova material. Um panfleto. Um só. Na mão. O O Poder fez a parte dele: botou dinheiro na mesa e chamou pra prova. Agora é esperar. O povo de Pernambuco não é bobo.
Segundo o edital do próprio O Poder, o interessado deve descrever hora, local e circunstâncias do recebimento.
Tudo será gravado em vídeo para ajudar a polícia a identificar os responsáveis. O pagamento será feito na hora para os 5 primeiros.
O contato para apresentação, no Recife, é o zap (61) 99667-4410. O mais intrigante vem agora: a tese do Jornal O Poder.
NR - A tese de O Poder é que os panfletos foram produzidos sob comando de pessoas do círculo íntimo de Raquel Teixeira para completar e dar "sustância" ao espetáculo midiático da governadora no Guia Eleitoral da sexta-feira.
Vamos ver se alguém recebeu esses panfletos ou se tudo não passou de uma farsa macabra, dos próprios governistas, como suspeitamos.
Ou seja, o jornal suspeita que ninguém recebeu panfleto nenhum na rua. Que tudo teria sido criado para gerar comoção e vitimismo no programa eleitoral.

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