segunda-feira, 31 de agosto de 2026

A CONFUSÃO É GRANDE NA POLÍTICA PERNAMBUCANA

Papéis voando e rasgados, igual aos panfletos apócrifos.TRE-PE tentando organizar a bagunça. Enquanto Pernambuco espera propostas, campanha vira guerra de panfletos, perfis falsos e processos no TRE-PE.

A campanha de 2026 em Pernambuco entrou num terreno perigoso, e quem perde é o eleitor. O debate sobre propostas para o Estado foi atropelado por uma guerra de denúncias, panfletos apócrifos e acusações de gabinete do ódio.

De um lado, João Campos (PSB) denuncia uma rede de perfis falsos para atacá-lo e liga o caso à Arena Pernambuco. A denúncia ganhou palco nacional, com Geraldo Alckmin e Humberto Costa entrando na briga.

Do outro, Raquel Lyra (PSD) teve que ir à delegacia registrar boletim de ocorrência porque cartazes anônimos usaram a morte do seu marido, Fernando Lucena, como munição política.

É o fundo do poço.

Quando a política precisa apelar para a dor de uma viúva e para ataques de robôs na internet, é sinal de que faltou projeto e sobrou desespero.

João diz com razão que a política não pode ultrapassar limites humanos. Raquel tem razão em cobrar investigação.

Mas o TRE-PE já deu o recado neste domingo (30): mandou tirar do ar publicações que atribuíam a autoria dos panfletos ao grupo de João Campos sem provas.

Decisão correta. Em campanha não vale tudo e acusar sem prova é tão grave quanto espalhar o panfleto anônimo.

O que se vê em Pernambuco é uma campanha que trocou o palanque pelo tribunal e a proposta pelo ataque pessoal.

Enquanto isso, o povo do como por exemplo, continua esperando resposta para saúde, estrada, segurança e emprego.

No interior, o povo chama isso de "jogo sujo". Em Brasília, chamam de "gabinete do ódio". No dicionário do eleitor pernambucano, o nome é mais simples: falta de respeito.

A Justiça Eleitoral precisa ser rápida e dura. Mas os candidatos precisam ser maiores que seus marqueteiros. Se continuarem nesse nível, quem vai ter nojo da política é o eleitor.

O Blog do Sr. Cariri defende: investigação rigorosa, punição para quem fez os panfletos, mas também responsabilidade para quem acusa sem prova.

 

 


 

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