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Papéis voando e rasgados, igual aos panfletos apócrifos.TRE-PE tentando organizar a bagunça. Enquanto Pernambuco espera propostas, campanha vira guerra de
panfletos, perfis falsos e processos no TRE-PE.
A campanha de 2026 em Pernambuco entrou num terreno perigoso,
e quem perde é o eleitor. O debate sobre propostas para o Estado foi atropelado
por uma guerra de denúncias, panfletos apócrifos e acusações de gabinete do
ódio.
De um lado, João Campos (PSB) denuncia uma rede de perfis
falsos para atacá-lo e liga o caso à Arena Pernambuco. A denúncia ganhou palco
nacional, com Geraldo Alckmin e Humberto Costa entrando na briga.
Do outro, Raquel Lyra (PSD) teve que ir à delegacia registrar
boletim de ocorrência porque cartazes anônimos usaram a morte do seu marido,
Fernando Lucena, como munição política.
É o fundo do poço.
Quando a política precisa apelar para a dor de uma viúva e
para ataques de robôs na internet, é sinal de que faltou projeto e sobrou
desespero.
João diz com razão que a política não pode ultrapassar
limites humanos. Raquel tem razão em cobrar investigação.
Mas o TRE-PE já deu o recado neste domingo (30): mandou tirar
do ar publicações que atribuíam a autoria dos panfletos ao grupo de João Campos
sem provas.
Decisão correta. Em campanha não vale tudo e acusar sem prova
é tão grave quanto espalhar o panfleto anônimo.
O que se vê em Pernambuco é uma campanha que trocou o
palanque pelo tribunal e a proposta pelo ataque pessoal.
Enquanto isso, o povo do como por exemplo, continua esperando
resposta para saúde, estrada, segurança e emprego.
No interior, o povo chama isso de "jogo sujo". Em
Brasília, chamam de "gabinete do ódio". No dicionário do eleitor
pernambucano, o nome é mais simples: falta de respeito.
A Justiça Eleitoral precisa ser rápida e dura. Mas os
candidatos precisam ser maiores que seus marqueteiros. Se continuarem nesse
nível, quem vai ter nojo da política é o eleitor.
O Blog do Sr. Cariri defende: investigação rigorosa, punição
para quem fez os panfletos, mas também responsabilidade para quem acusa sem
prova.
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