Por Blog Sr. Cariri
Marcos Moura
As urnas de 2026 deixaram um recado claro em Angelim: o prefeito Caíque mantém sua força e liderança.
Vamos analisar um pouco:
A VITÓRIA E A PERDA DE CAÍQUE
Caíque mostrou capilaridade. No município, seus principais candidatos venceram com folga. Lula obteve 5.111 votos, confirmando a hegemonia petista na cidade e indo para o segundo turno no cenário estadual.
Para o Senado, a dobradinha apoiada pelo prefeito se consolidou: Marília Arraes com 4.544 votos e Humberto Costa com 4.436 votos.
O grande trunfo da Municipalidade foi a eleição de Waldemar Oliveira para deputado federal, com 3.538 votos em Angelim. Waldemar foi o federal mais votado e garante a manutenção da base em Brasília.
As derrotas, porém, foram sentidas. Claudiano Martins, estadual da dobradinha com Waldemar, teve 2.893 votos expressivos em Angelim, mas não se elegeu no estado.
Angelim perde, assim, um representante com histórico de serviços na ALEPE.
No campo majoritário, João Campos, que obteve 4.168 votos no município, não se elegeu governador.
O FATOR DOUGLAS
Saindo do banco, o ex-prefeito Douglas Duarte entrou no jogo. Sem mandato, articulado com o ex-prefeito Samuel Salgado e com os suplentes de vereador Robério e Francisco Santos, ex-secretário de Infraestrutura, Douglas trouxe de última hora o nome de Maria Arraes para estadual e votou em João Campos, Waldemar Oliveira, Lula,Humberto e Marília.
Com apenas 953 votos em Angelim, praticamente desconhecida do eleitorado até então, Maria foi eleita deputada estadual no cômputo geral.
Na prática, Angelim perde Claudiano, mas ganha Maria. É a demonstração de que os homens que trabalham por Angelim, têm visão e articulação.
O VICE E OS ÓRFÃOS
O vice-prefeito Oliveira apostou em Doriel para estadual. Com 447 votos, Doriel não foi eleito, o que se lamenta.
Carlos Veras, com 511 votos em Angelim, acabou eleito federal, mostrando força estadual que independe do município.
Fernando Rodolfo, com 1.300 votos em Angelim, correndo por fora, não conseguiu se eleger federal, deixando órfão seu principal apoiador na cidade, o vereador Eduardo de Quitéria.
OPOSIÇÃO CALADO ENFRAQUECIDA
A maior derrotada é a oposição tradicional ligada ao grupo Calado. Sem liderança própria e sem candidatura competitiva local, o grupo concentrou esforços em Fernando Rodolfo.
Ao perder o mandato de deputado federal, Rodolfo fica sem palanque e sem estrutura em Brasília. Ainda assim, já postula uma candidatura a prefeito de Angelim em 2028.
É uma aposta frágil: com 1.300 votos, obteve menos da metade dos 3.538 votos de Waldemar Oliveira, candidato do prefeito.
Sem deputado, sem liderança e com um nome vindo de derrota estadual, a oposição Calado se encolhe.
O saldo final em Angelim é positivo. Se tem em Lula, uma possibilidade dele voltar ao Palácio do Planalto, a disputa segue completamente aberta, e Caíque mantém o federal e o Senado.









