O que está acontecendo?
Uma tempestade solar, também chamada de tempestade geomagnética, deve atingir a Terra entre sexta-feira (6) e domingo (8). Segundo a NOAA, a agência americana de clima espacial, o fenômeno vem de um buraco coronal no Sol, que soltou uma corrente de vento solar de alta velocidade em direção à Terra. Uma ejeção de massa coronal (CME) fraca do dia 1º de novembro pode dar só uma raspada junto.
A intensidade prevista é G1, considerada fraca, com pequena chance de subir para G2, moderada, no sábado.
A escala vai de G1 a G5, sendo G5 a extrema.
Vai afetar a internet? Vai afetar o celular?Nessa tempestade de agora, NÃO.
Especialistas descartam riscos de apagão de internet, telefonia ou energia elétrica no Brasil. Celulares não vão queimar, não vão estragar, e não precisa desligar aparelho. Não é necessário tomar precaução especial.
O que pode acontecer de verdade?
GPS: pode ter oscilações temporárias por causa da ionosfera, mas não vai impedir o funcionamento dos aplicativos de mapa e localização
.Rádio: a NOAA aponta 35% de chance de pequenos apagões de rádio de alta frequência (R1 e R2) na sexta e no sábado, afetando principalmente a parte do planeta iluminada pelo Sol. Eventos mais fortes, R3 ou superior, têm só 10% de chance. Esses rádios são usados principalmente pela aviação e setores especializados.
Satélites: se chegar a G2, pode ter um leve aumento do arrasto em satélites de órbita baixa, que precisam de pequenas manobras de ajuste.
Por que no Brasil é mais tranquilo?
Porque o Brasil está longe dos polos magnéticos, onde a tempestade bate mais forte e forma as auroras. Por isso, o país não deve registrar falhas na rede elétrica ou nas comunicações do dia a dia.
No Brasil, a expectativa é de que não ocorram impactos perceptíveis nos serviços.
E quando uma tempestade solar PODERIA derrubar a internet mundial?
Aí sim o risco existe, mas não é esse caso.Uma tempestade extrema, tipo G5, como o Evento Carrington de 1859, poderia induzir correntes elétricas nas redes, danificar os repetidores dos cabos submarinos que sustentam a internet mundial, afetar satélites e derrubar rede elétrica por semanas.
A internet mundial não é só Wi-Fi. Ela depende de cabos submarinos no fundo do oceano, de satélites e de energia elétrica.
Se uma tempestade muito forte atingir esses três ao mesmo tempo, aí sim teríamos problema global.
Mas o alerta atual é de G1, o nível mais baixo. Os impactos esperados são principalmente acima de 60 graus de latitude magnética, ou seja, perto dos polos.
Tempestade solar chega, mas é fraca. Internet, celular e energia no Brasil seguem normais. O máximo que pode dar é um GPS meio doido por alguns minutos e um chiado no rádio da aviação. Não caia em fake news de apagão.

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