E cada minuto que passa acerca da indicação de Miguel Coelho (ex prefeito de Petrolina) como pre candidato ao SENADO, lembra uma eternidade.
De repente, num passe de mágica, a classe dominante de Petrolina, se junta, se articula, discursa, defende, vira uma unanimidade em torno da governadora Raquel Lyra aqui na cidade.
O que eram dias atrás, nos blogs, rádios, redes sociais, repetidos xingamentos uníssonos contra os "esgotos estourados" da Compesa e pagamentos em atraso das terceirizadas do governo de Pernambuco, num passe mágico, viraram poesia e diploma de cidadania como a velocidade da luz para Raquel Lyra governadora. E ela, como eficiente delegada de polícia federal, que traz em seu currículo dados de perícia, percebeu que tudo gira em torno de um desejo de Miguel Coelho, esfregando a lâmpada do gênio.
Nos bastidores em Recife político, todos concordam da pujança e liderança econômica de Petrolina com seus impactos assombrosos de crescimento e consagração da fruticultura irrigada num gigantesco espectro de semiárido que rega a balança comercial no mundo. Esses bastidores também sussurram essa pressa acelerada de Miguel e todo clã Bezerra Coelho, a rogar a ansiada "unção de Raquel" para o cobiçado posto de pre candidato ao senado.
E nas entrelinhas, comentários maldosos sobre esse "galo em fogo baixo" com a ventania ainda ensurdecedora daquela medida operação "vassalos" em solo sertanejo com barulhentas apreensões em Brasília, Pernambuco e Bahia. Que isso reforça a demora calculada de Raquel Lyra que nao piscou o olho ao definir o inesperado lulista, o marido de Fátima Bernardes, sim o esquerdista Túlio Gadêlha para o pretenso senado, embaraçando a direita e todo manto bolsonarista.
A Câmara dos Vereadores de Petrolina virou um templo sacrossanto de governistas encantados com Raquel. Na imprensa, nada é tão "raquelzista". Mas, ela não fala nada, não decreta suas vontades sobre a pre candidatura de Miguel Coelho. Com toda força de um colégio eleitoral sertanejo, toda mídia, toda situação estratégica e tática política liderada por esses Bezerra Coelho, o senado federal.
Marcelo Damasceno
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