quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

O que aponta a pesquisa Big Data de hoje para o Senado PE

 

 

 

Direto ao ponto: o quadro está totalmente aberto e indefinido. Cada eleição tem sua própria história e não adianta tentar repetir cenários do passado, pois nada reproduz fielmente nada. E a cada nova arrumação diferente das pedras no tabuleiro, qualquer mudança no quadro nacional, pode repercutir nas possibilidades de eleição com duas vagas. Em Pernambuco, por exemplo, o mesmo Miguel Arraes elegeu os dois senadores (1986) mas não conseguiu fechar a chapa (1994) e assistiu ao adversário na ocasião, Carlos Wilson Campos, arrebatar uma das vagas como o senador mais votado. Descartadas especulações, sabendo-se que mudanças e alinhamentos ou desalinhamentospodem ocorrer até na fila de votação, vamos ao retrato hipotético do momento. Ainda sem saber o quadro real de candidaturas nacionais e estadual.


Empate técnico

A pesquisa Real Time Big Data, publicada hoje, quarta-feira 11/02/2026, mostra uma situação de empate técnico na definição de quem seriam os vitoriosos se a eleição fosse hoje. Quem alcança a maior intenção de votos é Marília Arraes, quando é incluída, com 27%. E nenhum candidato pesquisado tem menos de 9%. A margem é estreita, as vantagens não ficam muito distantes. Confira a seguir.


Cenário 1

Humberto Costa (PT): 23%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Anderson Ferreira (PL): 19%;
Eduardo da Fonte (PP): 13%;
Branco/Nulo: 12%;
Não sabe/Não respondeu: 12%.

Cenário 2

O Real Time Big Data simulou cenário incluindo o atual senador Fernando Dueire na disputa. O resultado é o seguinte:
Humberto Costa (PT): 24%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Anderson Ferreira (PL): 19%;
Fernando Dueire (MDB): 9%;
Branco/Nulo: 13%;
Não sabe/Não respondeu: 14%.

Cenário 3

Terceiro cenário incluiu sondagem com o nome de Gilson Machado. O resultado é o seguinte:
Humberto Costa (PT): 24%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Gilson Machado (PL): 17%;
Eduardo da Fonte (PP): 14%;
Branco/Nulo: 12%;
Não sabe/Não respondeu: 12%.

Cenário 4

A pesquisa testou Miguel Coelho em outro cenário. Resultado foi um empate matemático entre Humberto e Miguel, com Anderson nos calcanhares. Vejamos.
Humberto Costa (PT), 24%;
Miguel Coelho (União Brasil), 24%;
Anderson Ferreira (PL), 21%;
Eduardo da Fonte (PP), 9%;
Branco/Nulo, 12%;
Não sabe/Não respondeu, 10%.

Cenário 5

O último cenário da pesquisa para o senado em Pernambuco foi com Marília Arraes na disputa. Aí, acontecem mudanças.
Marília Arraes (Solidariedade), lidera com 27%;
Anderson Ferreira (PL), e
Humberto Costa (PT), empatam, com 21%:
Eduardo da Fonte (PP), fica com 13%.
Branco/Nulo: 10%;
Não sabe/Não respondeu: 8%.

Comentário

A pesquisa é valiosa para estabelecer um ponto de largada mas a rigor nada indica os resultados que, repetindo, começarão a tomar forma a partir da definição das chapas e alianças, o que deve ocorrer somente em julho/início de agosto. A rigor, nenhum candidato testado pode se considerar eleito e ninguém está de fora da disputa. Serão muitas emoções.


Metodologia

2.000 eleitores foram entrevistados presencialmente pelo instituto Real Time Big Data em Pernambuco, entre os dias 9 e 10 de fevereiro de 2026. A amostra por categoria social, nível educacional e idade, representa a totalidade do eleitorado. O nível de confiança é de 95%, com margem de erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi contratada pela Real Time Midia Ltda. Registro no TSE nº PE-09944/2026.


(Equipe O Poder).

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