Direto ao ponto: o quadro está totalmente aberto e indefinido. Cada
eleição tem sua própria história e não adianta tentar repetir cenários
do passado, pois nada reproduz fielmente nada. E a cada nova arrumação
diferente das pedras no tabuleiro, qualquer mudança no quadro nacional,
pode repercutir nas possibilidades de eleição com duas vagas. Em
Pernambuco, por exemplo, o mesmo Miguel Arraes elegeu os dois senadores
(1986) mas não conseguiu fechar a chapa (1994) e assistiu ao adversário
na ocasião, Carlos Wilson Campos, arrebatar uma das vagas como o senador
mais votado. Descartadas especulações, sabendo-se que mudanças e
alinhamentos ou desalinhamentospodem ocorrer até na fila de votação,
vamos ao retrato hipotético do momento. Ainda sem saber o quadro real de
candidaturas nacionais e estadual.
Empate técnico
A pesquisa Real Time Big Data, publicada hoje, quarta-feira 11/02/2026,
mostra uma situação de empate técnico na definição de quem seriam os
vitoriosos se a eleição fosse hoje. Quem alcança a maior intenção de
votos é Marília Arraes, quando é incluída, com 27%. E nenhum candidato
pesquisado tem menos de 9%. A margem é estreita, as vantagens não ficam
muito distantes. Confira a seguir.
Cenário 1
Humberto Costa (PT): 23%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Anderson Ferreira (PL): 19%;
Eduardo da Fonte (PP): 13%;
Branco/Nulo: 12%;
Não sabe/Não respondeu: 12%.
Cenário 2
O Real Time Big Data simulou cenário incluindo o atual senador Fernando Dueire na disputa. O resultado é o seguinte:
Humberto Costa (PT): 24%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Anderson Ferreira (PL): 19%;
Fernando Dueire (MDB): 9%;
Branco/Nulo: 13%;
Não sabe/Não respondeu: 14%.
Cenário 3
Terceiro cenário incluiu sondagem com o nome de Gilson Machado. O resultado é o seguinte:
Humberto Costa (PT): 24%;
Silvio Costa Filho (Republicanos): 21%;
Gilson Machado (PL): 17%;
Eduardo da Fonte (PP): 14%;
Branco/Nulo: 12%;
Não sabe/Não respondeu: 12%.
Cenário 4
A pesquisa testou Miguel Coelho em outro cenário. Resultado foi um
empate matemático entre Humberto e Miguel, com Anderson nos calcanhares.
Vejamos.
Humberto Costa (PT), 24%;
Miguel Coelho (União Brasil), 24%;
Anderson Ferreira (PL), 21%;
Eduardo da Fonte (PP), 9%;
Branco/Nulo, 12%;
Não sabe/Não respondeu, 10%.
Cenário 5
O último cenário da pesquisa para o senado em Pernambuco foi com Marília Arraes na disputa. Aí, acontecem mudanças.
Marília Arraes (Solidariedade), lidera com 27%;
Anderson Ferreira (PL), e
Humberto Costa (PT), empatam, com 21%:
Eduardo da Fonte (PP), fica com 13%.
Branco/Nulo: 10%;
Não sabe/Não respondeu: 8%.
Comentário
A pesquisa é valiosa para estabelecer um ponto de largada mas a rigor
nada indica os resultados que, repetindo, começarão a tomar forma a
partir da definição das chapas e alianças, o que deve ocorrer somente em
julho/início de agosto. A rigor, nenhum candidato testado pode se
considerar eleito e ninguém está de fora da disputa. Serão muitas
emoções.
Metodologia
2.000 eleitores foram entrevistados presencialmente pelo instituto Real
Time Big Data em Pernambuco, entre os dias 9 e 10 de fevereiro de 2026.
A amostra por categoria social, nível educacional e idade, representa a
totalidade do eleitorado. O nível de confiança é de 95%, com margem de
erro de 2 pontos percentuais, para mais ou para menos. A pesquisa foi
contratada pela Real Time Midia Ltda. Registro no TSE nº PE-09944/2026.
(Equipe O Poder).

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