terça-feira, 11 de agosto de 2026

PERNAMBUCO - TEM GENTE QUE VAI PERDER VOTO PARA O SENADO

 


Nessa grande confusão do "voto casado e voto traído", os candidatos da chapa da governadora Raquel Lyra (PSD) — Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD) — são os que correm o maior risco de perder votos. Do outro lado, Marília Arraes (PDT) também sofreu um baque importante na base regional. 

O enfraquecimento de cada candidatura devido à rebelião dos prefeitos e líderes partidários desenha o seguinte cenário:


1. Eduardo da Fonte (PP) – Alto Risco de Esvaziamento

Eduardo da Fonte é um político tradicional que depende fundamentalmente de bases municipais fortes e prefeitos para transferir votos para o Senado. 

O Motivo: Como o senador Fernando Dueire abriu uma dissidência e puxou dezenas de prefeitos governistas para apoiar Humberto Costa (PT), o plano de Raquel Lyra de dar uma votação fechada para a sua chapa (Dudu + Túlio) colapsou. 

O Impacto: Muitos prefeitos do PP e de partidos aliados, que deveriam dar o voto para Eduardo da Fonte, estão fechando acordos informais onde entregam o primeiro voto para Humberto. Dudu da Fonte corre o risco de ver sua "máquina" do interior trabalhar para o adversário. 

2. Túlio Gadêlha (PSD) – O Elo Mais Fraco da Chapa

Túlio Gadêlha tem um eleitorado mais focado na Região Metropolitana e no público jovem/progressista. Ele foi colocado na chapa para ser o puxador de votos de centro-esquerda de Raquel, mas não tem o controle de grandes currais eleitorais. 

O Motivo: Na hora do desespero, os prefeitos do interior priorizam candidatos que liberam emendas e que têm estruturas partidárias pesadas. Se o prefeito governista tiver que escolher salvar apenas um nome da chapa para não se indispor totalmente com Raquel, ele escolherá Eduardo da Fonte.

O Impacto: Túlio é o candidato que corre o maior risco de ficar "isolado" e sem o empenho real dos prefeitos no interior, virando o voto de sacrifício dessa crise.

3. Marília Arraes (PDT) – Perda de Apoio no Agreste/Sertão

Embora Marília Arraes lidere as pesquisas gerais, ela tomou um golpe duro em uma estrutura regional importante. 

O Motivo: Ao quebrar o acordo de suplência com Álvaro Porto (Presidente da Alepe), ela não perdeu apenas o apoio dele, mas de todo o grupo político e prefeitos que Álvaro lidera na região do Agreste e da Zona da Mata.

O Impacto: O eleitorado que seria levado de forma organizada pelos prefeitos ligados a Álvaro Porto agora vai migrar para outros concorrentes, desidratando o teto de votos de Marília nessas cidades específicas.


Quem se beneficia com essa bagunça?

Humberto Costa (PT): É o maior vitorioso. Está recebendo de bandeja o apoio de prefeitos da própria base da governadora. Como o eleitor vota em dois senadores, o prefeito finge apoiar a chapa de Raquel, mas pede o voto para Humberto nos bastidores. 

Mendonça Filho (PL): Corre por fora sem precisar dar explicações. Ele recolhe os votos dos eleitores e prefeitos de direita/centro que estão revoltados com as traições na chapa governista e que se recusam a votar no PT de Humberto ou no PDT de Marília.

Resumo: A confusão enfraquece a chapa governista. Túlio Gadêlha e Eduardo da Fonte perdem a exclusividade dos votos dos prefeitos de Raquel, abrindo uma avenida para Humberto Costa consolidar sua vaga. 

 

CAMPANHA PARA O SENADO ESTÁ EMPOLGANDO EM PERNAMBUCO

Doze candidatos disputam as duas vagas no Senado pelo estado em 2026. Eleitos serão definidos no 1º turno, marcado para 4 de outubro. 

 

Esse cenário é um verdadeiro quebra-cabeça da política pernambucana, mas ele se resume a uma guerra de sobrevivência e poder entre dois grandes grupos: o de João Campos (esquerda/oposição estadual) e o de Raquel Lyra (centro/governo estadual).


Como em 2026 são duas vagas para o Senado, o jogo virou uma disputa de "casamentos e traições". Vamos organizar essa bagunça por partes para você entender perfeitamente:


1. O Lado de João Campos: Organizado e Pragmático

Para o prefeito do Recife, a montagem da chapa foi simples e focada em unir a esquerda:

A estratégia: Casou a força de Marília Arraes (PDT) com o atual senador Humberto Costa (PT).

O racha no caminho: Para fechar seus acordos, Marília prometeu a vaga de primeiro suplente para Abel Neto. Isso gerou a fúria de Álvaro Porto (Presidente da Alepe), que queria indicar esse suplente. Álvaro rompeu com ela na hora.

2. O Lado de Raquel Lyra: Pressão, Sobras e Desespero por Controle

Para a governadora, a montagem da chapa virou um pesadelo político e gerou uma rebelião interna:

O plano inicial que deu errado: Raquel queria uma chapa de centro refinada. Puxou Túlio Gadêlha (PSD) para tentar acenar ao eleitor de centro-esquerda e criar uma ponte com o Governo Lula.

A "Engolida" de Eduardo da Fonte: O poderoso Eduardo da Fonte (PP), dono de uma imensa bancada de deputados e prefeitos, impôs sua candidatura por "livre e espontânea pressão". Raquel não teve força para dizer não e teve que aceitá-lo como o segundo nome ao Senado.

Os deserdados contra-atacam: Ao fechar com Túlio e Eduardo, Raquel deixou de fora Daniel Coelho e o atual senador Fernando Dueire.

A vingança de Dueire: Revoltado por ter sido rifado, Dueire organizou um ato político e anunciou apoio a Humberto Costa (PT), que é da chapa de João Campos. Isso explodiu a base da governadora.

3. A Crise dos Prefeitos ("O Telefonema de Raquel")

É aqui que o texto que você enviou mostra o "sem controle":

Raquel Lyra tem cerca de 130 prefeitos aliados. Teoricamente, esses prefeitos deveriam votar fechado nos candidatos dela (Túlio e Eduardo da Fonte).

Porém, como Dueire (que tem muita influência e libera emendas) declarou apoio a Humberto Costa (oposição), os prefeitos de Raquel começaram a debandar para votar em Humberto.

O desespero: Raquel passou o final de semana ligando para prefeitos para tentar esvaziar o evento de Dueire. Ela sabe que não vai conseguir impedir o voto em Humberto, então está implorando para que os prefeitos deem, pelo menos, o segundo voto para Túlio ou Eduardo, tentando salvar sua chapa majoritária de um vexame.

4. Álvaro Porto: O Inimigo Público de Raquel

O presidente da Assembleia (Alepe), Álvaro Porto, já detestava o estilo de gestão centralizador de Raquel. Ele aproveitou a bagunça para romper de vez com a governadora e se aliar formalmente à oposição. Ele virou um "homem-bomba" contra o governo dentro do legislativo.

5. Mendonça Filho: O "Voo Solo" Esperto

Enquanto o circo pega fogo dos dois lados, Mendonça Filho (PL) está numa posição confortável:

Ele não tem candidato ao governo (está sem palanque oficial).

Por que isso é bom? Porque ele não se queima na briga entre Raquel e João Campos.

Ele está recebendo o apoio de empresários, do ex-senador Armando Monteiro e, silenciosamente, pode herdar os votos de eleitores de direita e centro que estão com raiva das confusões de Raquel ou que não querem votar na esquerda de João Campos.


Resumo da Ópera:

O cenário está "sem controle" porque os prefeitos e deputados perceberam que a chapa de Raquel Lyra foi montada na marra e está rachada. João Campos conseguiu amarrar o seu bloco, enquanto Raquel está tendo que usar o telefone e a máquina do Estado para tentar evitar que seus próprios aliados votem nos candidatos da oposição.

segunda-feira, 10 de agosto de 2026

Na presença de 31 prefeitos, Dueire declara apoio a Humberto, Lula e Raquel





O prefeito de Angelim, Carlos Henrique (Caíque), esteve nesta segunda-feira no Recife em ato político convocado pelo senador Fernando Dueire.

O encontro oficializou o apoio de 31 gestores do interior à reeleição do senador Humberto Costa, e também aos projetos do presidente Lula e da governadora Raquel Lyra.

Ao lado do vice Oliveira, Caíque integrou o grupo de prefeitos alinhados com Dueire.

O senador destacou a importância da união dos municípios para fortalecer as demandas de Pernambuco.

Prefeitos que declararam apoio

Os prefeitos que estavam presentes ao ato César, de Sanharó; Túlio Monteiro, de Buique; Caíque, de Angelim; Ruben Lima, de Panelas; Beto Sargento, de Belém de Maria; Silvestre, de Passira; Dimas, de Lagoa de Itaenga; Otávio Pedrosa, de Bodocó; Dr Elton Martins, de Águas Belas; Erivaldo Chagas, de Lajedo, Dona Graça, de Catende; Eder Walter, de Vicência; Messias, de Custódia; Zé Martins, de João Alfredo; Juarez, da Machados; Wellinton Suqueira, de Ibimirim; Jaiminho, de Glória de Goitá; Joel Gonzaga, de Feira Nova; Diogo Lima, de Barra de Guabiraba; Branco de Geraldo, de Jurema; Patrick, de Itaquitinga;, Pedro Pilota, de Itaíba; Lindonaldo, de Frei Miguelinho; Xicão, de Verdejante; Estênio, de Vertente do Lério; Quebra Santo, de Lagoa do Ouro; Kelvin, de Venturosa; Joia, de Salgadinho; Arsênio, de Bom Jardim; Jeyson Falcão, de Primavera; e Junior de Irmã Teca, de Itapissuma.