PETROLINA, SEM ÓDIO E SEM MEDO
Por Marcelo Damasceno
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| Ponte no escuro |
Marcos Freire e Walter Lubarino sacudiram os sertões do São Francisco e deram conteúdo à democracia brasileira contra a barbárie.
Freire, de Olinda, prefeito, senador, ministro, ficou consagrado com o slogan "Sem ódio e sem medo". Lubarino, petrolinense, jurista venerado e inflamado defensor dos direitos sociais, foi seu companheiro contra as nuvens da ditadura.
Em 1976, num histórico comício do MDB na Concha Acústica de Petrolina - no tempo do bipartidarismo ARENA x MDB - a atração era Freire e Lubarino, candidato a prefeito.
As luzes da cidade foram apagadas. Freire terminou sua corajosa oratória à luz de velas.
Era a força da ARENA, dos Coelho, mandando a CELPE deixar o comício às escuras.
Esta semana a luz foi apagada de novo, durante passeata de Lula na orla e viaduto barranqueiro de Petrolina. Lula desfilou à luz de velas.
Desta vez, um secretário da prefeitura alegou "roubo de cabos elétricos".
Ontem e hoje, a mesma tática: a cabeça da extrema direita sempre agiu pela força, no arbítrio e na barbárie, sob o clamor oportunista de "Deus, pátria e família".

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