Analistas avaliam ausência e estratégias de Flávio e Lula para primeiro ou segundo turno
Já é dado como certo nos bastidores: Lula não irá ao debate da Globo.
O fato, confirmado nesta quinta-feira (1º), movimentou os analistas políticos em Brasília.Para parte dos analistas, o não comparecimento de Lula aparenta ser uma entrega da campanha nesta reta final, apostando em manter a base consolidada fora do confronto direto.
A atenção agora se volta para o debate de hoje. A avaliação é de que os candidatos que adotarem uma postura mais dócil com Flávio no confronto podem custear apoio a ele no segundo turno, em uma aliança que poderia ser decisiva para ganhar o pleito.
ESTRATÉGIAS OPOSTAS
Nos bastidores, tanto o grupo de Lula quanto o de Flávio Bolsonaro trabalham com dois cenários: tentar liquidar a fatura no primeiro turno ou se preparar para a disputa no segundo turno.
A estratégia de Flávio tem sido muito focada no eleitor indeciso e no eleitor idoso, com acenos diretos nas inserções finais.
Outro ponto central é a tentativa de diminuir a abstenção, fator considerado crucial para seu desempenho.Hoje é o último dia de propaganda eleitoral na TV e, segundo as campanhas, é o tudo ou nada. Todos apostam as últimas fichas nas inserções finais para virar votos.
Mesmo assim, especialistas ouvidos pela BBC News Brasil apontam que a decisão pode fazer parte de uma estratégia para preservar Lula de uma exposição que oferece mais riscos do que benefícios.
Para o cientista político Rodrigo Prando, professor da Universidade Presbiteriana Mackenzie, a principal razão seria evitar que Lula se torne alvo de ataques e poupá-lo para um eventual segundo turno.
"Ir ao debate seria se expor desnecessariamente ao ataque coordenado de vários políticos ao mesmo tempo, de formas diferentes, então Lula preserva, pelo menos no primeiro turno, a sua imagem", pondera.

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