Raquel e João enfrentam a mesma prova, só que em sentidos opostos.
Ter 150 prefeitos ao lado comprova 3 coisas: força política, articulação e capilaridade. Mostra que você tem máquina, tem diálogo com o interior e consegue chegar nos 184 municípios.
Lula puxando do outro lado comprova força nacional, estrutura e dinheiro de campanha. Só que palanque elege vereador. Pra governador e senador o eleitor cobra recibo.
O que pesa de verdade é a vida real
Pro eleitor de Serra Talhada, Angelim, Caruaru ou Paulista, de nada adianta foto com prefeito se o posto de saúde não tem médico.
De nada adianta Lula no palanque se a estrada que leva o leite pro laticínio está esburacada.
De nada adianta 150 prefeitos se a escola do filho continua sem merenda e a rua continua insegura.
Cento e cinquenta prefeitos não substituem uma boa avaliação da saúde, da segurança, das estradas ou da educação.
Eles abrem a porta. Quem convence a entrar é a entrega.
A eleição é local, não nacional
A campanha vai tentar vender que é "Lula vs Bolsonaro" ou "Governo vs Prefeitos". Mentira.
A disputa é João vs Raquel.
Ele precisa explicar: "Por que Pernambuco precisa mudar de rumo? O que eu faço de diferente?"
Ela precisa explicar: "Por que Pernambuco deve continuar? O que já foi feito e o que ainda vou fazer?"
Presidente puxa. Prefeito empurra. Mas no dia 4 de outubro nenhum dos dois entra na cabine com o eleitor.
Quem entra é o cidadão com a conta de luz na mão, com medo da violência e cansado do trânsito.
Onde a eleição será decidida?
No espaço entre Brasília e o interior está o que realmente importa: o governo do Estado.
É ali que mora o problema concreto. É na fila do HEMOPE, no buraco da PE, na falta d’água, no salário atrasado.
Quem primeiro perceber que a eleição não se ganha só em Brasília nem só na lista de prefeitos, e sim na resposta para os problemas de quem sai de casa todo dia, ganha Pernambuco.
Porque no fim, nem Lula nem 150 prefeitos votam por você. Quem vota é você.

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